Vereador em Simões Filho pede retratação do prefeito Dinha sobre rescisões e é criticado por outros edis: “Faça-me uma garapa”


Após matéria vinculada pelo site Mapele News, no último sábado (28), onde o prefeito Diógenes Tolentino expõe seu posicionamento acerca do pagamento das rescisões dos ex-servidores municipais, as opiniões sobre o assunto ficaram divididas na Câmara de Vereadores de Simões Filho.

Durante a sessão ordinária da última terça-feira (31), alguns parlamentares utilizaram a palavra franqueada para discutir o assunto, entre eles o atual líder da oposição vereador Sandro Moreira, admitiu ter pesquisado sobre o caso para embasar seu ponto de vista.

“Eu busquei informações acerca do que estava acontecendo e dentro do que disse o prefeito Diógenes Tolentino, ele mencionou a não obrigatoriedade do pagamento das rescisões e também a predileção de se realizar esses pagamentos”.

Sandro disse que, embora a maioria das demissões tenha ocorrido ainda na gestão do ex-prefeito Eduardo Alencar, em janeiro de 2017 quando assumiu o mandato, o prefeito Dinha também exonerou servidores contratados no período anterior e mesmo estes ainda não receberam suas verbas rescisórias.

“Essas pessoas que foram exoneradas e que não receberam ainda suas rescisões são pais de famílias, mães de famílias, que naturalmente têm as suas necessidades e seus compromissos e suas expectativas. Estar gestor de uma cidade é gestar para o povo”, completou ele.

Sandro disse que acredita na sensibilidade de Dinha e afirma que o gestor foi infeliz em expor suas colocações, por isso pediu que o prefeito, usando de toda sua inteligência e sabedoria se retratasse diante da população.

“O excelentíssimo senhor prefeito Diógenes Tolentino é um homem sensível, é um homem inteligente e que naturalmente foi um momento de dissabor, foi um momento infeliz quando ele fez esse pronunciamento. Eu gostaria senhor presidente de pedir a vossa excelência que solicitasse ao prefeito que ele venha a essa casa se retratar com as pessoas de Simões Filho, para desfazer o que a mídia nos trouxe”.

Em resposta as colocações de Sandro, o vereador Eri também pediu a palavra franqueada para contestar o nobre colega, usando como base a experiência de ter assumido a Secretaria de Administração no inicio do mandato.

“A respeito das rescisões a primeira coisa que se tem de saber: As rescisões não são de servidores efetivos, são de pessoas da confiança do ex-prefeito, todas elas nomeadas por confiança do ex-prefeito”, salientou Eri.

De acordo com Eri, Dinha teve que assumir uma divina no valor bruto de 20 milhões, referentes à folha de pagamento de dezembro e a receita de janeiro, que teria sido antecipada por Eduardo Alencar.

“A folha de dezembro o ex-prefeito não pagou, nem se quer as rescisões das suas pessoas de confiança. Solicitou do governo do estado a antecipação da receita, ou seja, receita de janeiro ele pegou pra dezembro. O prefeito por conta dessas ações, endividado além da folha de janeiro está ausente, ainda teve a folha de dezembro”.

“Quem tem que vir nesta casa responder é o ex-prefeito. Onde está este dinheiro todo? Não pagou a folha de dezembro, antecipou a receita de janeiro e o prefeito novo tem que responder? Me faça uma garapa vereador”, completou Eri.

Em concordância com a fala do parlamentar, a vereadora e primeira-dama Kátia Oliveira disse que nem precisaria utilizar o tempo na tribuna para responder a Sandro, já que Eri o teria feito “com conhecimento de causa”. Mesmo assim, Kátia colocou que Alencar é quem precisaria se explicar.

“Todos nós sabemos quem tem que se retratar não só nesta tribuna, mas em todas as casas, todos os bairros que estão aí abandonados, destruídos. A cidade toda destruída da forma que o atual prefeito encontrou, quem tem que se retratar é o ex-prefeito. Precisa se retratar para cada cidadão simõesfilhense, para cada vereador representante de uma comunidade, que é difícil chegar no seu lar, no seu bairro e não ouvir cobranças”, disse ela.

Kátia também destacou as dificuldades que Dinha está enfrentando para administrar a cidade e afirmou que mesmo sendo doutor Eduardo não fez uma boa gestão pública.

“Quem vive de passado é museu, mas um passado irresponsável, uma falta de compromisso do antigo gestor que esse povo hoje está sofrendo. O prefeito está sofrendo, se esmerando para dar a população pelo menos o básico e tem feito coisas e mais coisas do que aquele que se achava doutor, cheio dos diplomas foi incapaz de fazer”, concluiu.

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