Revoltado com falecimento do colega, servidor chama a atenção do prefeito durante sepultamento: “estão morrendo às mínguas”; ouça o áudio


 

O sepultamento do guarda municipal, Aurélio realizado na manhã desta segunda-feira (09) foi marcado por muita tristeza, choro e revolta. Aurélio faleceu na madrugada do domingo (08) vítima de problemas cardíacos, depois de três dias de internamento no Hospital Municipal de Simões Filho.

Durante o sepultamento, que contou com a presença de diversas autoridades municipais, inclusive do prefeito Diógenes Tolentino, alguns servidores e colegas de trabalho de Aurélio se pronunciaram acerca da morte do amigo.

Na oportunidade, Gilson Santos, que além de integrante da GM pertence ao sindicato que representa a categoria, utilizou a oportunidade para fazer um desabafo e chamar a atenção da administração municipal para as péssimas condições de trabalho que os servidores são expostos, sem plano de saúde e com um salário que não supre as necessidades do cidadão.

“Nós temos que olhar o lado do ser humano, que é o servidor da prefeitura que estão morrendo às mínguas. Morreu Aurélio hoje, morreram outros servidores lá atrás, por falta de estrutura. Os servidores da prefeitura vivem hoje uma situação bastante desenganada, para toda a sociedade de Simões Filho saber disso”, desabafou ele.

Gilson falou ainda que Aurélio vinha apresentando o problema cardíaco há mais de um ano, mas não tinha assistência médica nem condições financeiras de arcar com o tratamento para solucionar a deficiência.

“Esse colega vinha sofrendo com essas dores no coração há mais de um ano, todos nós colegas aqui sabemos disso. Então, eu quero aproveitar a presença do nosso prefeito aí, e ele se sensibilizar com a situação dos servidores, para poder criar um plano de saúde, para os servidores não morrerem às mínguas e depois neguinho vir para cá aplaudir o servidor”, completou.

Ouça o áudio na íntegra:

 

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