Orlando de Amadeu alerta sobre contas de 2016 do ex-prefeito Eduardo Alencar: “não chegaram na câmara”


O presidente da Câmara de Vereadores de Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), Orlando de Amadeu (PSDB), vai abrir conforme dito antes, uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o ex-prefeito e atual deputado estadual, José Eduardo Mendonça de Alencar, pedindo apurações sobre dívidas deixadas para a atual gestão do prefeito Diógenes Tolentino, “Dinha” o mandatário da Câmara, alertou ainda em entrevista à Rádio Simões Filho FM, na manhã desta quinta-feira (6), pelo não envio das contas do ex-gestor que, até o momento, não chegaram ao Legislativo Municipal.

Durante entrevista ao programa do radialista Jairo Mascarenhas, através do quadro “Bom dia Simões Filho”, Orlando disse que a Comissão será composta pelos próprios parlamentares que votarão pela abertura do processo.

“O ex-prefeito vai ser convocado sim. Nós vamos abrir uma CPI, vamos formar uma comissão e ele será chamado para explicar. Nós estamos nos organizando. Vou deixar para o segundo semestre. A gente vai começar, e determinar um prazo de 90 dias no máximo e terminar”, afirmou.

O vereador foi, mais uma vez, enfático ao apontar a necessidade de convocar o ex-prefeito para prestar os esclarecimentos necessários sobre o uso do dinheiro público e do acúmulo de dívidas deixadas em sua gestão. “Ele vai ser convocado, convidado o quê, se ele está devendo! Se está devendo, tem que está presente. Convocar ele, ex-secretários e todos que forem necessários para poder esclarecer onde ele gastou o dinheiro e porque deixou tanta dívida. Enquanto não tiver uma CPI para esclarecer essa dívida, nós vamos aguardar”, enfatizou.

Bastante descontraído na entrevista, Orlando revelou que até a presente data as contas do ex-prefeito Eduardo Alencar não chegaram no parlamento municipal.

“Uma coisa que eu acho até estranha é que, até hoje, as contas não vieram. Nós já estamos no terceiro ano e as contas de 2016 do ex-prefeito não chegaram na Câmara. Não sei porque. Eu queria até saber. O Tribunal de Contas é quem tem que mandar pra Câmara”, contou.

O presidente lembrou ainda a polêmica reunião da Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) e da Câmara Municipal sobre a empresa Naturalle em que o prefeito Diógenes Tolentino, a deputada estadual Kátia Oliveira e a visita inesperada do ex-gestor e atual deputado Eduardo Alencar e vereadores dividiram o mesmo espaço de acirramento político de ambos os lados, que teve forte repercussão na imprensa e nas redes sociais, quando o ex-prefeito segundo relato , usou de tentativa de intimidar o prefeito Dinha sobre a rejeição das contas da atual gestão junto ao tribunal de contas dos municípios. TCM

“Recentemente, o ex-prefeito esteve lá na Câmara em um bate papo com a Comissão de Meio Ambiente da ALBA e do Legislativo Municipal e o prefeito Dinha foi lá para esclarecer algumas coisas e ele [o ex-prefeito] disse ao prefeito Dinha que o prefeito Dinha teria as contas rejeitadas e que vai direto para o Ministério Público. Orlando revidou: “o senhor agora é conselheiro do Tribunal de Contas? Eu quero entender isso, ex-prefeito! Ele tem que explicar isso ai. A deputada e os vereadores Neco, Jajai cobraram dele e ele falou lá em um tom. Como é que ele pode dizer que as contas do prefeito vão ser rejeitadas? Não estou entendendo. É grave”, alertou.

Ameaças feitas pelo ex-gestor ao atual prefeito Dinha

“Essa acusação é grave. Eu estou indo junto com o prefeito conversar com o presidente do Tribunal de Contas pra ele poder está ciente do que está acontecendo. Eu tenho certeza que o Tribunal de Contas é um colegiado sério, que faz as coisas certas e que eu tenha a certeza de que ele não tem nenhuma interferência lá. Isso eu não tenho dúvida, mas a ameaça foi feita. Ele vai ter que se explicar lá para o presidente do Tribunal de Contas, porque o que ele falou, não falou pra mim, falou pra mais de 50 pessoas em minha sala presente. Ele falou dessa forma e eu espero que, realmente, a gente possa esclarecer esse assunto pra gente deixar o nosso prefeito Dinha mais confortável pra trabalhar”, finalizou Orlando.

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