Chuva causa estragos, invade casas e moradores realizam protesto em Simões Filho


Os moradores do bairro Paulo Souto, em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador (RSM) realizaram uma manifestação, na manhã desta terça-feira (13), após estragos causados pelas fortes chuvas que caíram no município durante a madrugada.

De acordo com a comunidade, um córrego que corta o bairro acabou entupindo por excesso de sujeira e transbordou, invadindo casas, estragando móveis, eletrodomésticos e até documentos.

Ainda segundo os moradores, por pouco uma criança não morreu afogada pela correnteza. Ela chegou a ser arrastada pela força das águas, mas conseguiu ser resgatada pelos vizinhos. Não há informações sobre o estado de saúde dela.

Nas primeiras horas da manhã, a comunidade resolveu se reunir na saída do bairro, que faz divisa com a BA 093 fechando a pista. Pedaços de madeira foram queimados e uma barricada impedia o fluxo de carros na rodovia.

Em seguida, os manifestantes se dirigiram ao prédio da prefeitura, na tentativa de conversar com o prefeito Diógenes Tolentino, mas foram impedidos de subir por agentes da Guarda Municipal.

“Nós queremos que o prefeito compareça na Paulo Souto para ver as condições do córrego aqui na Rua Bráulio Muniz. A água invadiu nossas casas e deixou tudo no chão. Está tudo acabado, nós perdemos tudo”, lamentou um munícipe.

Minutos depois, o secretário de Governo, Edson Kipão, atendeu os moradores e uma comissão formada por eles próprios foi encaminhada para uma reunião com o gestor municipal, na presença dos vereadores Neco Almeida, Everton Paim e Adaílton Caçambeiro.

Durante o encontro, o prefeito Dinha garantiu que todas as famílias prejudicadas com a enchente serão acompanhadas pela Secretaria de Desenvolvimento Social e Cidadania (Sedesc), onde as medidas cabíveis serão adotadas.

Ainda segundo o prefeito, uma equipe foi enviada ao local para reforçar o trabalho de limpeza do córrego que teria sido iniciado no dia de ontem (12).  Dinha também foi pessoalmente ao local para ver a realidade dos moradores.