Sem receber salários há 2 meses, vigilantes cobram da APMI pagamento de seus direitos


Cerca de 15 vigilantes que prestam serviços a empresa APMI – Associação de Proteção à Maternidade e a Infância de Castro Alves, gestora do Hospital Municipal de Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), relatam que estão sofrendo com o total desrespeito e descaso por parte da terceirizada em relação a falta de pagamento dos salários dos funcionários que, segundo informações, estão há dois meses sem receber seus direitos trabalhistas. Os colaboradores estão travando uma verdadeira batalha tentando receber suas remunerações pelos serviços prestados.

Campeã em reclamação por atraso de salários dos funcionários e mau atendimento à população, a empresa, que é considerada no município como uma das “piores prestadoras de serviços administrativos” que já pisou em solo simõesfilhense, parece que não está nem ai para seus colaboradores e fornecedores já que, segundo relatos,  constantemente, atrasa os salários de outros funcionários, a exemplo dos trabalhadores de limpeza.

Em conversa com o Site Mapele News, os colaboradores informaram que já tentaram de todas as formas uma negociação com a empresa e contaram  que alguns funcionários já foram desligados da firma e temem sair sem receber os salários atrasados, já que a mesma empresa que administra o hospital, a APMI, perdeu o contrato e deve deixar a cidade.

“Fica difícil trabalhar com dedicação sem nenhuma garantia de receber nosso salário. É claro que a gente tem que ter amor a nossa profissão e fazer nosso serviço sempre da melhor forma, só que quem trabalha é porque precisa de dinheiro. Ninguém vai largar sua família em casa para enfrentar uma jornada árdua de trabalho, de graça”, revelou um funcionário que preferiu não se identificar por medo de sofrer represália.

Totalmente triste e com dificuldade em pagar suas contas, outro funcionário que preferiu não se identificar relatou que a única informação repassada é que a terceirizada não tem dinheiro em caixa.

“Há 2 meses, nossos salários estão atrasados. Alguns vigilantes foram mandados embora e ‘parece’ que não receberam os meses trabalhados, que dirá o acerto”, contou o colaborador, que pretende mobilizar demais trabalhadores para, junto a Prefeitura, buscar uma solução.

“Nós vamos ter que nos reunir e resolver. Não queremos cruzar os braços, até que sejam pagos os nossos honorários, porque a prefeitura acho que não pode mais intervir, já que a empresa perdeu o contrato e já vai sair. O prefeito tem que tomar posição. Fora isso, fica aquele jogo de empurra entre a dona da empresa e a APMI, mas no fim das contas, ninguém quer assumir a responsabilidade e a gente que tem filho para dar de comer, fica com a mão na cabeça”, desabafou o funcionário.

Procurada pela reportagem do Mapele News, a empresa APMI não quis se pronunciar sobre o caso.