“A nossa gestão não participou de absolutamente nada”: Diz prefeito Dinha sobre licença da Naturalle


Após algum tempo sem se pronunciar publicamente a cerca da implantação do aterro sanitário da empresa Naturalle Tratamento de Resíduos Sólidos em Simões Filho, o prefeito da cidade, Diógenes Tolentino finalmente resolveu se colocar sobre a situação.

“A nossa gestão não participou absolutamente de nada. A não ser agora, que a Secretaria de Meio Ambiente deu uma autorização para a construção de uma balança, pra pesar as caçambas que chegam com os restos de construção civil”, disse Dinha sobre o processo de licenciamento da empresa.

Para justificar a afirmativa anterior, Diógenes explicou que no último ano da gestão passada foi consolidado todo o processo de autorização para a implantação do aterro, e que o parecer final ainda está sobre avaliação do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (INEMA).

“A Naturalle tem uma licença pra inertes dada pela gestão passada, não foi por nós. Foi dado um termo de anuência em fevereiro de 2016, em novembro houve uma consulta da Secretaria de Meio Ambiente do Município ao INEMA em relação a este processo e em dezembro foi liberada a licença para resíduos sólidos”.

Sobre as críticas feitas pelo Senador Otto Alencar, bem como pelos deputados Daniel Almeida e Pelegrino, Dinha disse que não passa de um jogo político, tendo em vista as eleições de 2018.

“Eles estão fazendo política, porque na verdade o INEMA que é quem pode dar a licença pra um aterro sanitário é um órgão da Secretaria de Meio Ambiente do Estado, que é governado pelo candidato do PT Rui Costa, que Daniel Almeida e Pelegrino são aliados. Como a eleição é no próximo ano, eles ficam querendo pongar nesta situação pra dizer que são defensores do Meio Ambiente. Se são defensores do Meio Ambiente, então recorram ao INEMA, que é subordinado ao governador”, afirmou Dinha.

Sobre a questão ambiental, o Cacique explicou também que muito tem se falado sobre o Aquífero de São Sebastião, mas que este recurso hídrico abrange uma área que vai muito além do município de Simões Filho e que a maioria das pessoas não sabem.

“As vezes as pessoas falam como se o aqüífero só fosse localizado no município de Simões Filho. Pra quem não sabe, o aqüífero pega toda essa região até a divisa de Sergipe. Ou seja, o Pólo Petroquímico está sobre o aqüífero, o aterro da Limpec de Camaçari também, agora a profundidade do aqüífero em determinada cidade é isso que nós precisamos saber, qual o impacto, e isto eu estou avaliando.

O prefeito afirmou ainda que, embora a implantação do aterro não tenha sido iniciada em sua gestão, todo o processo está sendo avaliado em torno da permanência do aterro, já que por determinação da Lei, o município deverá até 2020 estabelecer uma destinação adequada aos seus resíduos sólidos.

“Até 2020 todos os municípios vão ter que possuir aterro e essa discussão é necessária, onde colocaremos nosso aterro em Simões Filho? Nós vamos ter que arcar com isso, então estamos avaliando se vai trazer algum impacto ou não”, finalizou.

As declarações foram prestadas pelo prefeito, em entrevista a rádio Sucesso FM, na manhã desta segunda-feira (19).

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