Negligência: Mãe acusa posto de saúde pela morte da filha de 1 ano e seis meses em Lauro de Freitas


Uma criança de apenas 1 ano e seis meses morreu após ser atendida em um posto de saúde no município de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador (RMS). Em entrevista ao programa Bahia no Ar, na manhã desta segunda-feira (28), a mãe da menina, a dona de casa Jeane Silva contou como o fato ocorreu.

De acordo com Jeane, a menina passou mal em casa, teve vômito e foi socorrida pelos pais até o Posto Médico Nelson Barros. Ainda segundo Jeane, a criança chegou consciente na unidade de saúde, inclusive andando e de lá não retornou com vida.

“Eu tenho um vídeo da minha filha aqui antes dela ir pro hospital e eu sei que do lado de fora do hospital tem uma câmera que é da rua e eu sei que aquela câmara vai pegar minha filha entrando andando comigo dentro do hospital e ela brincou tanto do lado de fora”, contou a mãe.

Conforme relato de Jeane, a pequena Lara foi atendida pelo médico e em seguida encaminhada para a enfermaria, onde foi medicada por uma enfermeira, que teria aplicado “Plasio” diretamente na veia da criança. Minutos depois a criança veio a óbito.

“Eu disse que minha filha estava gelada e ela disse que era o ar condicionado. Eu continuei segurando minha filha com meu pescoço na cabecinha dela e quando eu olhei no rosto dela eu gritei, moça a minha filha está espumando, minha filha já estava com os lábios e o olho roxo”, lamentou a mãe.

Revoltada, Jeane acusa a equipe médica de negligência e pede que a prefeita Moema Gramacho tome providências para impedir que outros incidentes como o que resultou na morte de Lara volte a acontecer.

“Nada do que ela fizer vai amenizar minha dor. Peço que ela bote médicos de verdade no posto e não estagiários para poder pagar menos e tirar a vida de minha filha que só tinha 1 ano e seis meses”, completou a mãe.

Em nota a Secretaria de Saúde de Lauro de Freitas  disse que Lara chegou à unidade “com quadro de diarreia e vômito diagnosticado como gastroenterite viral. Foi atendida pelo médico de plantão e encaminhada à equipe de enfermagem para administração de soro e Plasil. Antes mesmo que o medicamento fosse administrado (quando apenas o soro estava sendo aplicado) a criança vomitou e aspirou o vômito obstruindo os pulmões, gerando um quadro de insuficiência respiratória que evoluiu para parada cardiorrespiratória”, diz um trecho do documento. A secretária afirmou ainda que o relatório médico está à disposição da perícia.