Mesmo com crise, brasileiros estão pagando cargas tributárias altíssimas


Os trabalhadores brasileiros passam em média 153 dias trabalhando para pagar impostos, colocando o país no mesmo patamar dos norte americanos, onde o cidadão recebe do Estado, saúde, educação, segurança e infraestrutura de qualidade. Ou seja, entrega ao governo parte de sua renda, mas sabe que não vai precisar se preocupar com as despesas mais básicas.


No entanto, a realidade brasileira diverge bastante dos países de primeiro mundo. Aqui entrega-se 33,4%, entre obrigações federais, estaduais e municipais, mas ainda é preciso gastar com saúde, educação, pedir a Deus para conseguir retornar aos nossos lares em segurança, além de penar com as péssimas condições de infraestrutura. Entre os 30 países com a maior carga tributária do mundo, o Brasil é o que possui o pior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), segundo dados do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT). “Não acredito em uma redução na carga tributária, precisamos cobrar que o país gaste melhor”, avalia o especialista em Direito Tributário, Daniel Castillo, membro da Associação de Jovens Empreendedores (AJE), que promove entre 20 e 27 o Feirão do Imposto.

Como se fosse pouco, além de o brasileiro penar com uma carga de tributos em padrões nórdicos, o modelo ainda é injusto – incide sobre o consumo e pesa mais sobre quem ganha menos – e complexo. Difícil de entender e de pagar. No ano passado, os empreendedores do país gastaram 2,6 mil horas para ficar em dia com as obrigações fiscais. Neste caso, não há paralelo no mundo, afirma Daniel Castillo. Temos obrigações federais, estaduais e municipais. Cada um dos 5,2 mil municípios tem a sua regra para o ISS, cada uma das 27 unidades da Federação tem regras próprias para cobrança do ICMS. Se uma empresa opera em dois, precisa se adequar a cada um deles.

O Feirão do Imposto é uma ótima oportunidade para que os cidadãos percebam o peso que os tributos tem nos produtos utilizados no dia a dia. Além de um stand montado no Shopping da Bahia, entre os dias 20 e 27, iniciativa vai permitir que consumidores adquiram produtos com descontos proporcionais à tributação que é aplicada sobre os produtos fornecidos por empresas participantes. No caso da gasolina, uma rede vai fornecer 5 mil litros, no dia 22, sem a carga tributária de 56,09%. Mas os impostos pesam, e muito, em produtos como óculos 44%, bolsas de praia (quase 40%), de 32% em um jantar fora de casa.
Feirão tem descontos de até 56%

O Feirão do Imposto é uma ótima oportunidade para que os cidadãos percebam o peso que os tributos tem nos produtos utilizados no dia a dia. Além de um stand montado no Shopping da Bahia, entre os dias 20 e 27, iniciativa vai permitir que consumidores adquiram produtos com descontos proporcionais à tributação que é aplicada sobre os produtos fornecidos por empresas participantes. No caso da gasolina, uma rede vai fornecer 5 mil litros, no dia 22, sem a carga tributária de 56,09%. Mas os impostos pesam, e muito, em produtos como óculos 44%, bolsas de praia (quase 40%), de 32% em um jantar fora de casa.

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