Infestação de escorpiões no bairro de Mapele em Simões Filho assusta moradores; Sesab já foi notificada


 O número de casos de acidentes com escorpiões no estado da Bahia tem crescido consideravelmente. Em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador os moradores das localidades rurais tem se queixado com os aparecimentos dos animais peçonhentos.

No distrito de Mapele, os moradores já capturaram diversos escorpiões e se demonstram preocupados com o aparecimento dos animais, especialmente na Rua Alfavile, onde os casos são recorrentes.

O morador Antônio revelou que já foi picado três vezes nas imediações da sua residência e que inclusive já entrou em contato com a Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), pedindo intervenção sobre os casos recorrentes, mas até agora não obteve resposta.

 “Eles ficam escondidos embaixo de pedaços de madeira ou até mesmo onde tem lixo acumulado. A gente se preocupa principalmente com as crianças, que brincam distraídas e não percebem a presença deles”, revelou Antônio.

Ainda de acordo com a comunidade de Mapele, a grande maioria de escorpiões que aparece na localidade é da espécie “amarela”. O Tityus serrulatus, conhecido popularmente como escorpião-amarelo, é um escorpião típico do Sudeste, Centro oeste e Nordeste do Brasil; é a principal espécie que causa acidentes graves, com registro de óbitos, principalmente em crianças.

Para intermediar o contato da Sesab com a comunidade no intuito de prevenir novos casos de incidentes na localidade, ou para receber informações sobre casos de infestação em outros bairros, o Mapele News disponibiliza o telefone: (71) 98235-4579

Casos de ataques na Bahia

De acordo com os dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação do Centro Antiveneno (Ciave) da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), na Bahia, o número de registros de picadas de escorpiões subiu 50,6% em dois anos.

Ao todo, de 2015 a 2017 as notificações saíram de 10.136 para 15.265. Somente nos três primeiros meses de 2018, foram registrados 3.241 casos, contabilizando 20% de todas as picadas de escorpião ocorridas no ano passado.

Em Salvador, o número de picadas desses aracnídeos subiu 25% no primeiro trimestre deste ano. Foram registrados oito acidentes, ante seis episódios em 2017. O levantamento é do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) da Secretaria Municipal de Saúde.

O mesmo CCZ apontou que as aparições de escorpiões no primeiro trimestre deste ano foi de 22, ante 18 ocorridos no mesmo período em 2017, aumento de 22%. Em todo o ano passado, o CCZ contabilizou 138 notificações da presença de escorpiões em Salvador, uma redução de 48% ante 289 episódios de 2016.

Como proceder em caso de picada

É importante agir rápido. Por se tratar da espécie mais venenosa das Américas, o efeito de sua picada é rápido. O atendimento deve ser feito em um tempo máximo de três horas.

Conforme a especialista, crianças de zero a nove anos integram o grupo de risco. Por serem menores, o veneno se espalha de maneira mais rápida.

Apesar de dolorida, a picada não deixa marcas, então não há como saber onde exatamente ocorreu. Não é indicado o uso de qualquer medicamento ou procedimento paliativo (enfaixar, imobilizar, amarrar).

Procure a unidade hospitalar mais próxima de sua casa.

 

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