Escalada da violência em Simões Filho deixa sequelas em jovens à procura de emprego. “Eles não querem dar emprego lá fora”

A escalada e a onda desenfreada da violência em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), nos últimos meses, começa a trazer sequelas e consequências bastante preocupantes, principalmente pela questão do desemprego. Ao mesmo tempo que destrói famílias, o crime afeta drasticamente a realidade econômica do município, à medida que o processo da crise … Leia Mais





Incêndio atinge Colégio Municipal Luis Palmeiras em Simões Filho


Um incêndio atingiu o Colégio Municipal Luiz Palmeira, na manhã desta sexta-feira (25), em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador (RMS).

A tradicional instituição de ensino fica localizada no centro da cidade, na Praça 07 de Novembro, próximo a Prefeitura Municipal de Simões Filho.

De acordo com informações, não havia aulas na unidade escolar. Apenas funcionários estavam na escola no momento em que aconteceu o incêndio. A suspeita é que o incêndio tem sido criminoso, já que as cadeiras estavam amontoadas no meio da sala, em meio as chamas.

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Ainda de acordo com informações, uma equipe do Corpo de Bombeiros foi acionada por funcionários que constataram que a sala estava sendo tomada pelo fogo. Os bombeiros chegaram rapidamente, controlou o incêndio evitando que as chamas se espalhassem para outras salas da escola.  As causas do incêndio serão apuradas.

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Apesar dos danos, ninguém ficou ferido.

*Simões Filho Online

Morador de rua é assassinado na noite desta quinta (24) em Simões Filho


Um morador de rua ainda não identificado, foi assassinado a tiros na noite desta quinta-feira (24), próximo à rodoviária do município de Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador.

De acordo com informações da Secretaria da Segurança Pública do Estado (SSP-BA), a vítima foi atingida com tiros, mas não foi informado em quais partes do corpo o morador de rua foi atingido .

O crime aconteceu por volta das 20h e segundo informações de populares, após disparos de arma de fogo, perceberam o morador de rua estava caído e ferido no solo.

A vítima chegou a ser socorrida para o Hospital de Simões Filho, mas não resistiu aos ferimentos vindo a óbito.

O caso segue em investigação e até o momento, os agentes da PM levantam a autoria do homicídio. Também até o momento, ninguém tinha sido preso.


Em entrevista, ativista conta detalhes sobre o Conselho da Segurança dos Direitos Humanos e Cidadania de Simões Filho


Na véspera do II Fórum de Debates sobre a Violência que acontece nesta sexta-feira (25), na Câmara Municipal de Vereadores de Simões Filho, o ativista social Alberto de Avellar foi o entrevistado do programa “Bom Dia Simões Filho”, pela FM 87.9, na manhã desta quinta-feira (24). Para os radialistas Jairo Mascarenhas e Sérgio Ferreira, Avellar elencou as temáticas que serão apresentadas no evento, além de com toda propriedade esclarecer os benefícios que o município receberá após o Poder Legislativo outorgar, através, de Lei o Conselho da Segurança dos Direitos Humanos e Cidadania.

Na oportunidade em que o ativista agradeceu o Presidente do Parlamento Municipal, Joel Luiz Andrade Cerqueira (PT), por conceder a Plenária da Casa para a segunda sessão de Fórum, ele esclareceu que o projeto foi criado, através, de um colegiado composto por 19 membros de diversos segmentos da sociedade. “O projeto será o maestro entre o Poder Executivo e as comunidades e o executor é o Conselho da Segurança”, afirmou.

Em entrevista, Alberto de Avellar relatou o projeto no bairro da Liberdade, na capital baiana e que serviu de agente impulsionador para colocar em prática em Simões Filho. Segundo sua visão embrionária sobre a temática para o enfrentamento da violência, ele disse ainda que naquele bairro foi implantado o programa Pacto pela Vida, no ano 2000, pelo Major PM Carlos Alberto Pinheiro e que funcionou perfeitamente.

Seguindo esta linha, o ativista se dedicou durante um ano e meio na montagem da Carta de Direitos Humanos, que foi subscrita no I Fórum de Debates sobre a Violência, no dia 01 de novembro e no II Fórum após ser apresentada ao município; deverá ser assinada. Antes o documento passará pela Comissão Permanente de Justiça do Legislativo simões-filhense.

“Após a assinatura, nós teremos a Lei Municipal para reger o Conselho da Segurança dos Direitos Humanos e Cidadania do município de Simões Filho, onde abrangerá também o Sistema de Segurança, envolto conforme determinação do Ministério Público, a Lei Federal 9.503 que é o Código Nacional de Trânsito”, explicou o ativista.

De acordo com ele, o Conselho da Segurança dos Direitos Humanos e Cidadania será o órgão executor das ações. “Com isso nós começamos a limpar um dos 5 problemas de Simões Filho”, disse ao considerar a segurança e o trânsito como os principais problemas. Os dois setores também foram vistos pelo radialista Jairo Mascarenhas como emblemáticos e que requer ações eficazes e concretas.

Avellar também esclareceu que após o projeto ser transformado em Lei, não haverá necessidade dos Vereadores irem às comunidades para trazer as problemáticas. Ele ainda pontuou que o Colegiado formado pelos 19 membros do Conselho da Segurança é que irá até as comunidades detectar os problemas, seja nos setores de Segurança, Saúde, Educação, Trânsito, enfim, e encontrar uma solução junto ao MP, Defensoria Pública e OAB e em seguida levar aos vereadores para dar uma solução.

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Ainda conforme sua explicação, caso os parlamentares não solucionem, eles serão acionados juridicamente por improbidade administrativa.

O Conselho da Segurança dos Direitos Humanos e Cidadania, ainda conforme detalhamento do ativista Alberto de Avellar permitirá benefícios às associações de bairros, onde serão instaladas as bases comunitárias e a implantação do programa “Pacto pela Vida”, que será apresentado pelo Major Roberto Fera no evento desta sexta (25).

Outro benefício é que entre as sugestões que o Conselho deverá elaborar é o cumprimento da Lei que orienta a todas as empresas repasse 1.3% do seu lucro anual para ações sociais.

“Teremos recursos vindos da exigência por Lei e que serão repassados diretamente ao município e as associações”, pontuou.

Avelar criticou a situação atual pelo qual passa o município de Simões Filho, ao exemplificar a questão do pouco efetivo para atender uma cidade com 197 mil km², além de outras demandas enfrentadas pelos órgãos da Segurança Pública. “1.3% da Coca-Cola deverá ser muito dinheiro e com isso não precisaremos nos preocupar porque o Major Fera tem pouco efetivo, 4 viaturas quebradas e fique implorando gasolina para rodar na cidade. As vezes os soldados não tem sequer alimentação”, reivindicou.

No dia 10 de dezembro o Colegiado deverá estar em audiência com a Dra. Sevélia, na Casa Civil, para agendar uma visita ao Governador Rui Costa (PT).

O II Fórum de Debates sobre a Violência em Simões Filho devera contar com o Comandante da 22ª CIPM, Major Roberto Fera, representante da Secretaria de Segurança Pública do Estado da Bahia, Conselho Tutelar, sociedade organizada, vereadores e toda a população está convidada.

 


Morador de Simões Filho é encontrado após 72h desaparecido


O desaparecimento de Bernardo Conceição de Santana, popular ‘Baé’, 37 anos, para a alegria dos familiares, amigos e a população que se mobilizou, após, o caso ser reportado pelo ‘Mapele News’, obteve um desfecho feliz. O morador de Simões Filho, foi encontrado caminhando pelas ruas da cidade de Feira de Santana e já se encontra em sua residência.

Baé saiu de casa para resolver alguns assuntos, relacionados à demissão de uma fábrica de tintas, mas segundo informações a situação teria abalado emocionalmente o jovem que acabou indo em direção à BR-324, sentido Feira de Santana.

Um mutirão realizado por familiares e amigos nas primeiras horas da manhã desta quinta-feira (24), fez com que Bernardo fosse encontrado.

“Agradecemos imensamente pelo apoio e o rapaz foi encontrado hoje (24), pela manhã em Feira de Santana”, confirmou um dos familiares.15193672_347827512258845_218410314470516060_n

Baé foi encontrado aparentemente muito cansado, por certo, devido ao desgaste físico, após cerca de 72h desaparecido.15203317_347827568925506_3349610895130087101_n


Simões Filho: Estudantes reclamam da Secretaria de Educação por retirada de verba federal. “Queremos o dinheiro de volta”


Estudantes do Colégio Estadual Reitor Miguel Calmon, em Simões Filho, se manifestaram contra a Secretaria de Educação do Estado, nesta quinta-feira (24), devido a retirada de uma verba garantida pelo Governo Federal. Com a verba que vêm de um Fundo de Auxílio às Escolas, os estudantes que vivem o drama com a situação de infraestrutura precária na Unidade Escolar, minimizariam os problemas, mas com o impasse, a expectativa é que manifestações aconteçam com o objetivo de terem a verba de volta.

De acordo com um dos líderes do movimento, o aluno Daniel, o colégio tem um fundo que é depositado em uma conta, onde com o valor, os alunos pagariam as depesas que foram realizadas com a compra de ventiladores, mobiliários para o refeitório, além de tintas para pintar a Unidade de Ensino; que há muito tempo amarga, segundo eles, o descaso com a ampla falta de infraestrutura no local.

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A situação é caótica e devido a falta de ventilação, diversos alunos relatam que estão passando mal. Para driblar esta situação, os estudantes levam ventiladores de casa para poder conseguir assistir as aulas.

A insatisfação por parte dos discentes ampliaram, após, uma reunião com a direção que revelou que a Secretaria de Educação teria informado que todos os colégios estaduais que tivesse em conta mais de R$ 10 mil, o saldo seria retirado para investir em outros lugares. Ainda de acordo com Daniel, apesar de muito tempo os alunos se organizarem para reivindicar, inclusive, na Sede da Secretaria de Educação, mesmo assim, com a decisão boa parte do valor foi retirado da conta.

Ele explicou que o valor acumulado com o fundo de auxílio à escola de R$ 120 mil, o Governo do Estado deixou somente R$ 5 mil.

A grande preocupação agora é com relação à responsabilidade, já que o colegiado fez despesas para comprar equipamentos para o colégio. “Já compramos ventiladores, mobiliários e tintas e emitimos cheques que irão bater sem fundos”, afirmou Daniel.

Ainda de acordo com os estudantes, manifestações ocorrerão, porque a medida irá impedir uma reforma no colégio para o ano letivo de 2017. “Estamos indignados”, declarou os estudantes que ainda acrescentaram que com relação aos funcionários terceirizados, eles estão há três meses com salários atrasados, embora, foram para o REDA.