Dilma diz que batalha contra Aedes não está perdida e defende ministro

Foto: Kevin Granja / Reuters A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quarta-feira (27), em Quito, no Equador, que a “batalha” contra o mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como a dengue e as febres chikungunya e amarela, além do zika vírus, não está perdida. Dilma aproveitou para defender o trabalho do ministro da Saúde, Marcelo Castro, … Leia Mais


Zika vírus vai se proliferar por todos os países da América, alerta OMS

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que o zika vírus vai se proliferar por todos os países das Américas e cobra governos de todo o mundo para que sejam “transparentes” em relação ao número de casos. Para a entidade, a “explosiva proliferação” é “preocupante”. Na manhã desta segunda-feira, 25, a diretora-geral da entidade, Margaret … Leia Mais


Agentes encontram focos do Aedes em 222 mil casas de 19 estados

Equipes que combatem o Aedes aegypti encontraram focos do mosquito em 3% das 7,4 milhões de residências visitadas. Em mais de 222 mil casas elas eliminaram o vetor da dengue, da febre chikungunya e do vírus Zika. A meta do Ministério da Saúde é que o índice caia para menos de 1% até o final … Leia Mais


Dilma pede ajuda da população para combater o Zika

Zika vírus tem colocado país em alerta por causa de casos de microcefalia | Foto: Evaristo Sa A presidenta Dilma Rousseff pediu hoje (21) ajuda da população no combate ao mosquito Aedes aegypti que transmite o vírus Zika. Ela fez o apelo durante a cerimônia de inauguração da pista leste da Via Mangue, no Recife, … Leia Mais



Vacina do Instituto Butantã contra dengue fica para 2018


A vacina contra a dengue produzida pelo Instituto Butantã deverá estar disponível para uso somente em 2018, e não mais em 2017, conforme informaram o Ministério da Saúde e o Butantã. Uma das razões para o atraso é o tempo que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) levou para aprovar o início da fase 3 dos testes em humanos. O instituto entrou com o pedido de autorização em regime de prioridade em abril do ano passado e esperava ter a licença já em agosto do mesmo ano. Por isso, fez a previsão de ter o imunizante pronto já em 2017.

A autorização da Anvisa para a fase 3, no entanto, só foi dada em dezembro, quando o Butantã começou a recrutar os voluntários para o estudo.

Para a Agência Estado, Jorge Kalil, diretor do Instituto Butantã esclareceu que um dos problemas da demora na aprovação foi o vencimento de algumas doses da vacina que já estavam prontas para o teste. “A gente foi rever algumas das ampolas que são utilizadas. Tendo em vista o tempo que ficou em toda essa fase de aprovação, algumas ampolas que estavam prontas para colocar em teste venceram o prazo e estamos fabricando novas para que tenhamos todas as chances do nosso lado e o estudo não falhe por nenhuma razão técnica”, disse ele.

Nas fases anteriores do estudo, a vacina do Butantã mostrou mais de 90% de eficácia contra os quatro tipos de vírus da dengue com apenas uma dose.


Bahia registra duas primeiras mortes por chikungunya em 2015


Segundo a Sesab, os dois óbitos na Bahia aconteceram nas cidades de Jaguarari e Itiúba, no Centro-Norte

Duas pessoas morreram por chikungunya na Bahia em 2015. De acordo com a Secretaria de Saúde do Estado (Sesab), os óbitos ocorreram nas cidades de Itiúba e Jaguarari, ambas no Centro-Norte da Bahia. Os dois pacientes tiveram confirmação laboratorial para chikungunya e IgM positivo – que indica infecção aguda após o primeiro contato do corpo com algum bicho. A Sesab não informou em quais meses as mortes aconteceram, nem o sexo dos pacientes.

Mais uma morte foi confirmada em 2015 pela doença, segundo o Ministério da Saúde, mas no estado de Sergipe. Todos os pacientes tinham idade avançada (85, 83 e 75 anos) e traziam histórico de doenças crônicas. O vírus foi identificado no Brasil em 2014.

Além dos óbitos, boletim divulgado nesta sexta-feira, 15, pelo Ministério da Saúde traz outro sinal de alerta: o número da doença praticamente duplicou em três meses e os casos já chegam ao Sudeste. Até o fim de setembro, haviam sido contabilizadas 12.691 infecções. No relatório mais recente, foram informados 20.661 casos, um aumento de 62%.

A doença também se pulverizou. Num período de três meses, o número de cidades com registro de casos saltou de 36 para 83, além do Distrito Federal. A lista de Estados atingidos cresceu de forma expressiva: de 4 para 10, além do Distrito Federal. Pela primeira vez, o Rio figura entre os estados com circulação de casos: 12 ao todo.

Transmitido pelo Aedes aegypti, a chikungunya provoca sintomas semelhantes ao de sua prima mais conhecida, a dengue. Há um risco menor de ela provocar hemorragias. Por outro lado, pacientes com o vírus têm queixas mais frequentes de dores e limitações nas articulações – um problema que pode se tornar crônico.

O avanço dos casos da doença no Brasil, como o Estado revelou semana passada, é uma clara mostra de que o número de criadouros de Aedes aegypti é expressivo. O coordenador do Programa de Nacional do Controle de Dengue, Giovanini Coelho, afirma que desde que o vírus foi identificado, há um esforço para preparar os serviços de assistência para a doença e orientar profissionais de saúde sobre como atender os pacientes.

Quando a chikungunya desembarcou no Brasil, infectologistas e autoridades sanitárias previam um surto da doença, a exemplo do que ocorreu em outros países. A previsão não se concretizou mas, a julgar pelos últimos meses, a expansão da doença começa a ganhar ritmo.

Uma das possibilidades para esse comportamento, afirma Coelho é que de alguma forma os vírus dengue, chikungunya “competem” entre si, porque têm um vetor em comum. “A hipótese é a de que, com maior circulação de dengue, o chikungunya encontra maior dificuldade de expansão.”

A expectativa é que, diante da epidemia de grandes proporções de dengue registrada no País, o número de pessoas suscetível ao vírus tenha se reduzido – abrindo, então, espaço para maior circulação do chikungunya e do zika. Esse é o grande temor das autoridades sanitárias. No caso das duas doenças, a esmagadora maioria da população é suscetível, pois nunca teve contato com vírus.

Dengue é transmitida por quatro sorotipos (1,2,3 e 4). Cada vez que a pessoa é infectada por um sorotipo, ela desenvolve imunidade, mas somente para o subtipo a que ela foi exposta. Ela somente terá a doença se for infectada por outro sorotipo. Zika e chikungunya, por outro lado, apresentam apenas um subtipo.

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Coelho atribuiu as mortes por chikungunya ocorridas no Brasil ao fato de pacientes infectados pelo vírus terem uma idade avançada e doenças pré-existentes. “Há um risco maior nesses casos. A infecção pode desestabilizar outros problemas que pacientes já apresentam.”

Estadão Conteúdo


Dilma sanciona liberação de recursos de R$ 1,27 bilhão para combater aedes e microcefalia


A presidente Dilma Rousseff sancionou nesta sexta-feira (15) a liberação de recursos no valor de R$ 1,27 bilhão para o desenvolvimento de ações de vigilância em saúde, incluindo o combate ao mosquito Aedes aegypti, em 2016, em todo o país. Serão ainda adicionados a este montante R$ 600 milhões destinados à Assistência Financeira Complementar da União para os Agentes de Combate às Endemias. Além disso, também foi aprovado R$ 500 milhões extras para intensificar as ações e medidas de vigilância, prevenção e controle da dengue, febre chikungunya e Zika.

O Ministro da Saúde, Marcelo Castro, considera fundamental este recurso extra para as ações nos estados e municípios. “Com este reforço financeiro, os estados e municípios vão poder potencializar as medidas de combate ao Aedes aegypti para evitar a transmissão de dengue, chikungunya e Zika”, explicou.

“É preciso que todos se mobilizem para combater este mosquito. É muito importante sempre verificar o adequado armazenamento de água em suas casas, o acondicionamento do lixo e a eliminação de todos os recipientes sem uso, que possam acumular água e virar criadouros do mosquito”, recomendou o Ministro da Saúde. Com informações do Metro1.


Ebola: OMS anuncia fim da epidemia na África Ocidental


Foto: Martine Perret/ UN

A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou oficialmente nesta quinta-feira (14). o fim da epidemia de Ebola na África Ocidental, após ter encerrado o período de transmissão da doença na Libéria.

“Hoje, a OMS declara o fim da epidemia de Ebola na Libéria e afirma que todas as cadeias de transmissão conhecidas na África Ocidental foram travadas”, indicou a instituição, com sede em Genebra, na Suíça.

Iniciada em dezembro de 2013 na Guiné-Conacri, a epidemia se propagou depois aos vizinhos Libéria e Serra Leoa, três países que concentraram 99% dos casos, tendo atingido, ainda, a Nigéria e Mali.

Vítimas

Em dois anos, o vírus da doença, identificado pela primeira vez há quatro décadas, chegou, importado, à Espanha e aos Estados Unidos, tendo afetado 28.637 pessoas, sendo que  11.315 delas morreram.

O balanço, que a OMS admite estar ainda subavaliado, é superior a todas as epidemias de Ebola acumuladas desde a identificação do vírus na África Central, em 1976. Após Serra Leoa, em 7 de novembro de 2015, e a Guiné-Conacri, a 29 de dezembro do mesmo ano, a Libéria chegou hoje ao 42º dia – duas vezes mais do que o período máximo de incubação -, depois de um segundo teste negativo no último paciente. No entanto, o risco persiste porque o vírus permanece em certos líquidos corporais de sobreviventes, principalmente no esperma, onde pode subsistir até nove meses.

Na quarta-feira, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, admitiu a possibilidade de o vírus poder reaparecer “nos próximos anos”, mesmo que a sua amplitude e frequência devam “diminuir” com o tempo. “Devemos permanecer mobilizados”, alertou hoje Peter Graaff, diretor da OMS para a epidemia do Ebola.

“Esta doença não nos pode destruir como até agora. Nós, médicos, também fomos afetados (morreram 192 dos 378 contaminados)”, disse Francis Karteh, responsável da Célula Nacional de Crise anti-Ebola liberiano. Informações da Agência Lusa.


Bahia: Número de suspeitas de microcefalia sobe de 366 para 450 em uma semana


O número de casos notificados de bebês com suspeita de microcefalia na Bahia subiu de 366 para 450 em uma semana, segundo balanço atualizado da Secretaria de Saúde (Sesab). Os dados se referem ao período entre outubro de 2015 a 11 de janeiro e foram computados em 83 municípios – Salvador continua como a cidade com maior quantidade de casos, 263, o que representa 58% do total.

Segundo a Secretaria, 121 mães relataram que tiveram doença exantemática na gestação, que pode ser, por exemplo, a Zika. de acordo com a Sesab 207 mulheres não apresentaram a doença exantemática durante a gestação e 122 não souberam dizer.

Dez bebês morrerem vítimas da doença – dois em Salvador, um em Itapetinga, um em Olindina, um em Tanhaçu, um em Camaçari, um em Itabuna, um em Campo Formoso, um em Alagoinhas e um em Crisópolis.