Vírus bovino é encontrado em tecidos de bebês com microcefalia

Pesquisadores brasileiros encontraram partículas do vírus da diarreia viral bovina (VDVB), além do vírus Zika, em tecido cerebral de fetos e recém-nascidos com microcefalia. O Ministério da Saúde emitiu hoje (4) nota na qual diz que está acompanhando a investigação sobre os fatores que podem estar associados ao Zika no desenvolvimento de malformações congênitas. Os … Leia Mais


Bahia registra 24 mortes decorrentes do vírus H1N1

Dados do informe epidemiológico do Ministério da Saúde publicado nesta quinta-feira (30) registram 24 mortes na Bahia decorrentes de complicações associadas ao vírus H1N1 do início do ano até o dia 18 deste mês. Em todo o Brasil, os casos fatais da doença chegam a 1.121. O recente levantamento aponta que em apenas uma semana, o … Leia Mais


Mães de bebês com microcefalia terão licença remunerada de 180 dias

Mães de bebês com microcefalia e sequelas neurológicas relacionadas a doenças transmitidas pelo Aedes aegypti terão licença maternidade remunerada de 180 dias. A ampliação do direito, que hoje é de quatro meses, aplica-se para trabalhadoras contratadas por regime de CLT. Para o secretário executivo do Ministério de Desenvolvimento Social, Alberto Beltrame, a medida é importante, … Leia Mais


Dengue: Brasil começa a testar a vacina em humanos


Começam esta semana os testes da vacina brasileira contra Dengue nos centros de pesquisas de Manaus (AM) e Boa Vista (RR).

Na semana passada o Instituto Butantã iniciou os testes com os primeiros voluntários, de São José do Rio Preto, interior de São Paulo.

As 1 200 pessoas selecionadas devem receber a vacina na Unidade Básica de Saúde (UBS) da Vila Toninho.

Elas serão acompanhadas durante cinco anos.

A cidade escolhida para os testes com a vacina no Estado de São Paulo tem altos índices de casos da doença.

Rio Preto registrou 22 mil ocorrências de dengue em 2015 e, de janeiro a maio deste ano, outros 11.395, além de 4.284 em investigação. Doze pessoas morreram.

Os efeitos da vacina nos pacientes serão avaliados por pesquisadores da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp), com a colaboração da Secretaria Municipal de Saúde.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, do PSDB, comemorou: “Não temos no mundo uma vacina com grau de proteção elevado contra os quatro tipos de vírus. O Instituto Butantã já fez o teste pré-clínico e das fases um e dois e agora estamos na última fase”, disse.

O próximo passo será a aprovação da vacina para produção em larga escala para atender campanhas de imunização em massa na rede pública de saúde.

Os ensaios clínicos desta fase foram iniciados em fevereiro deste ano pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, em São Paulo.

Os voluntários, que nunca tiveram a doença, estão divididos em três faixas etárias: 2 a 6 anos, 7 a 17 e 18 a 59.

Os participantes serão acompanhados pela equipe médica por um período de cinco anos para verificar a duração da proteção.

Os testes também serão realizados em Porto Velho (RO), Aracaju (SE), Recife (PE), Fortaleza (CE), Brasília (DF), Cuiabá (MT), Campo Grande (MS), Belo Horizonte (MG) e Porto Alegre (RS).

A vacina

A vacina do Butantã foi desenvolvida em parceria com o National Institutes of Health (EUA) e tem potencial para proteger contra os quatro vírus da dengue com uma única dose, produzida com vírus vivos, geneticamente atenuados.

Nas etapas anteriores, a vacina foi testada em 900 pessoas, nos Estados Unidos e em São Paulo.

O Butantã tem uma fábrica com capacidade para produzir 500 000 doses por ano, mas que pode ser ampliada para produção de até 12 milhões de doses por ano com algumas adaptações.

O Instituto tem projeto para construir uma fábrica de larga escala, com capacidade de 60 milhões de doses ao ano.

Outra vacina

O Brasil já tem uma vacina contra a dengue registrada na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mas seu uso ainda depende da definição do preço pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed), órgão interministerial do governo federal.

A vacina da Sanofi Pasteur protege contra os quatro sorotipos da doença, mas exige três aplicações. A empresa francesa anunciou que o Ministério de Saúde da Costa Rica aprovou a vacina, também registrada no México, El Salvador e Filipinas.

Com informações do Estadão Conteúdo e Veja

http://www.sonoticiaboa.com.br/2016/06/26/dengue-brasil-comeca-a-testar-a-vacina-em-humanos/


Butantã inicia teste de vacina da dengue com 1,2 mil voluntários


Os primeiros voluntários para os testes da vacina do Instituto Butantã contra a dengue receberam as doses nesta quinta-feira, 23, em São José do Rio Preto, interior de São Paulo. O governador Geraldo Alckmin (PSDB) esteve na cidade para dar início aos testes. As 1,2 mil pessoas selecionadas receberão a vacina na Unidade Básica de Saúde (UBS) da Vila Toninho. Elas serão acompanhadas durante cinco anos. Na próxima semana, os testes serão iniciados em centros de pesquisas de Manaus (AM) e Boa Vista (RR).

Na chegada, Alckmin enfrentou protestos de servidores do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), que estão em greve por aumentos salarial. Na solenidade, ele referiu-se ao início do testes como um dia histórico. “Não temos no mundo uma vacina com grau de proteção elevado contra os quatro tipos de vírus. O Instituto Butantã já fez o teste pré-clínico e das fases um e dois e agora estamos na última fase”, disse.

A cidade escolhida para os testes com a vacina no Estado de São Paulo tem índices altos de dengue. Rio Preto registrou 22 mil casos em 2015 e, de janeiro a maio deste ano, outros 11.395, além de 4.284 em investigação. Doze pessoas morreram com a doença. Os efeitos da vacina nos pacientes serão avaliados por pesquisadores da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp), com a colaboração da Secretaria Municipal de Saúde.

Os testes em humanos são a última fase da pesquisa antes da aprovação da vacina para produção em larga escala visando a atender campanhas de imunização em massa na rede pública de saúde. Ao todo, serão mobilizados 17 mil voluntários em 14 centros de pesquisas de 13 municípios brasileiros. Os ensaios clínicos desta fase foram iniciados em fevereiro deste ano pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, em São Paulo.

Os voluntários, que nunca tiveram a doença, estão divididos em três faixas etárias: 2 a 6 anos, 7 a 17 e 18 a 59. Os participantes serão acompanhados pela equipe médica por um período de cinco anos para verificar a duração da proteção. Os testes também serão realizados em Porto Velho (RO), Aracaju (SE), Recife (PE), Fortaleza (CE), Brasília (DF), Cuiabá (MT), Campo Grande (MS), Belo Horizonte (MG) e Porto Alegre (RS).

A vacina do Butantã foi desenvolvida em parceria com o National Institutes of Health (EUA) e tem potencial para proteger contra os quatro vírus da dengue com uma única dose, produzida com vírus vivos, geneticamente atenuados.
Nesta etapa da pesquisa, os estudos visam a comprovar a eficácia da vacina. Do total de voluntários, um terço receberá placebo, uma substância com as mesmas características, mas sem o vírus. Nem a equipe médica, nem os voluntários saberão quem recebeu o placebo. O objetivo visa a garantir a total isenção dos testes.

Nas etapas anteriores, a vacina foi testada em 900 pessoas, nos Estados Unidos e em São Paulo. O Butantã tem uma fábrica com capacidade para produzir 500 mil doses por ano, mas que pode ser ampliada para produção de até 12 milhões de doses por ano com algumas adaptações. O Instituto tem projeto para construir uma fábrica de larga escala, com capacidade de 60 milhões de doses ao ano.

Custo
O Brasil já tem uma vacina contra a dengue registrada na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mas seu uso ainda depende da definição do preço pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed), órgão interministerial do governo federal. A vacina da Sanofi Pasteur protege contra os quatro sorotipos da doença, mas exige três aplicações.

A empresa francesa anunciou nesta quinta que o Ministério de Saúde da Costa Rica aprovou a vacina, também registrada no México, El Salvador e Filipinas.

*Estadão Conteúdo

Surto de caxumba no Brasil é o maior em quase dez anos


O número de casos de caxumba registrados neste ano no Estado de São Paulo já é o maior desde 2008, segundo balanço do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE da Secretaria Estadual da Saúde. Até o dia 16 de junho, quando foi divulgado o último levantamento, foram contabilizados 842 casos. Entre 2009 e 2015, o número variou, no ano inteiro, entre 118 (2014 e 671 (em 2015).

Em todo 2008, foram 3.394 registros. A imunização incompleta de parte da população, que não tomou as duas doses da vacina, e o fato de o vírus estar mais atuante estão entre as razões apresentadas por infectologistas para o aumento dos surtos.

“Não tem uma explicação certeira para isso, mas sabemos que é um vírus altamente infectante e ele está circulando mais. Temos uma faixa de pessoas que não foram vacinadas adequadamente para a caxumba, porque é preciso ter duas doses e, antes de 2000, a padronização do esquema vacinal era diferente”, explica Ralcyon Teixeira, médico infectologista e supervisor do pronto-socorro do Instituto de Infectologia Emílio Ribas.

Ele explica que o período de incubação da doença é grande e que, mesmo antes da manifestação de sintomas – inflamação das glândulas salivares, dor de cabeça e febre -, a pessoa já pode transmitir a caxumba.

“O prazo de incubação é de 16 a 18 dias, mas pode se manifestar em até 25 dias e a pessoa já começa a expelir o vírus.” Em janeiro deste ano, a infectologista Luciana Marques Sansão Borges, de 31 anos, teve caxumba, que se manifestou em ambos os lados do pescoço. Ela conta que ninguém de sua família nem do seu ambiente de trabalho estava com a doença.

“Foi depois da virada do ano e não tinha ido a nenhum lugar com aglomeração. Quando acordei, estava com um inchaço de um lado do rosto e com dor. Fiquei nove dias afastada do trabalho.” Apenas após o episódio que ela se deu conta de que não tinha tomado as duas doses da vacina.

Cuidados

Repouso e isolamento são as principais orientações para os pacientes, já que não há um medicamento específico para a doença. “Não tem nenhum antiviral para caxumba. A recomendação é fazer repouso, tomar analgésico e anti-inflamatório. É importante evitar aglomerações e lavar as mãos”, diz Graziella Hanna Pereira, infectologista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos.

Segundo Raquel Muarrek, infectologista do Hospital Leforte, a doença pode causar complicações, principalmente para os homens. “A caxumba pode causar meningite e pancreatite. Em homens, pode vir com orquite, que causa aumento da bolsa escrotal e dor na região.” 

*Estadão Conteúdo

 


Inflamação da picada do Aedes ajuda vírus a se multiplicar, diz estudo


As picadas de mosquitos não provocam apenas coceira, inchaço e irritação: elas também ajudam os vírus da zika e da dengue a se multiplicarem, de acordo com um novo estudo liderado por cientistas britânicos.

Segundo os autores da pesquisa, a inflamação no local da picada pode ser um fator importante para explicar por que a dengue e a zika são assintomáticas em algumas pessoas e, em outras, tornam-se doenças graves, provocando hemorragias, má-formação e morte.

A pesquisa, liderada por Clive McKimmie, da Universidade de Leeds (Reino Unido), foi publicada nesta terça-feira (21), na Immunity, revista científica do grupo Cell. Os pesquisadores agora querem descobrir se o uso de cremes anti-inflamatórios no local da picada do mosquito pode impedir a evolução da infecção.

Até agora, cientistas acreditavam que as diferenças observadas no grau de severidade de doenças como a dengue e a zika deveriam ser determinadas por variações genéticas nos vírus, ou nos pacientes. Mas, com inúmeros estudos sendo feitos em um esforço mundial para deter a epidemia de zika, vários resultados sugerem que o Aedes aegypti está diretamente envolvido na severidade das doenças.

Na última quinta-feira (16), conforme noticiado pela reportagem, outra pesquisa feita por cientistas dos Estados Unidos e Bélgica mostrou que a saliva do Aedes aegypti torna os vasos sanguíneos mais permeáveis, acelerando o alastramento do vírus.

Agora, os cientistas britânicos deram um novo passo ao mostrar que, com a introdução da saliva, a inflamação no local da picada também ajuda a replicação dos vírus, resultando em infecção mais severa.

— As picadas de mosquito não são apenas irritantes — elas são fundamentais para que os vírus se espalhem e causem a doença. Antes desse estudo, pouco se sabia sobre os eventos e processos que ocorrem no local das picadas. Agora queremos estudar se medicamentos como cremes anti-inflamatórios podem impedir que o vírus estabeleça a infecção se forem utilizados com rapidez suficiente depois que aparece a inflamação produzida pela picada.

O estudo foi feito em camundongos. Segundo McKimmie, a saliva do mosquito, injetada na pele do animal no momento da picada, desencadeia uma resposta imunológica, atraindo certos glóbulos brancos (células de defesa do organismo) para o local da picada. Mas, em vez de ajudar a destruir os vírus, algumas dessas células de defesa são infectadas e acabam ajudando a replicá-los.

A equipe injetou diferentes vírus na pele de camundongos, com e sem a presença da picada de mosquito no local da injeção, para comparar as reações. Sem a picada do mosquito – e sem a inflamação que ela desencadeia -, os vírus não conseguiam se replicar muito bem. Já na presença da picada, foi observada uma alta taxa de replicação do vírus ainda na pele.

— Isso foi uma grande surpresa. Esses vírus não são conhecidos por infectar células do sistema imune. Além disso, quando nós fizemos com que essas células imunes parassem de se dirigir para o local da picada, a picada do mosquito parava de aumentar a infecção.

*Estadão Conteúdo

Maioria esmagadora dos brasileiros prefere sexo a futebol, diz pesquisa


O título de “país do futebol” pode estar distante ultimamente, mas parece que os brasileiros estão encontrando conforto em outro prazer: no sexo.

Numa pesquisa, dos mais de cinco mil entrevistados pela rede de relacionamento Sexlog.com, 95% afirmaram que o futebol não tem vez quando o assunto é transa. Tampouco o tesão é perdido se o time de coração é vencido numa partida.

“A pesquisa foi feita num momento que a seleção brasileira está ruim, o resultado pode ser uma vontade de esquecer isso e focar em algo que sempre dá prazer, sem decepcionar”, analisa Mayumi Sato, diretora de marketing da Sexlog.com: “O resultado foi uma surpresa pois, apesar de estar num ambiente com foco em sexo, as pessoas na rede são torcedoras, falam muito de futebol, colocam camisa de time em fotos do perfil.”

Essa preferência, porém, parece coisa de brasileiro. Em março deste ano, uma pesquisa semelhante foi feita no Reino Unido, por pesquisadores da companhia Nissan, mostrando que 56% dos britânicos acham que assistir a futebol é melhor do que fazer sexo. “Tradicionalmente, brasileiros gostam mais de sexo mesmo”, acredita Mayumi.

A resposta a uma das perguntas, porém, chamou atenção pela discrepância: quase 30% dos entrevistados disseram que preferem ver o time ser campeão mundial a ter uma noite de farra com Grazi Massafera ou Cauã Reymond.

“A questão de ser campeão mundial faz toda a diferença. É um título, a reação é diferente”, interpreta Mayumi.  Para a psicanalista e escritora Regina Navarro Lins, esse resultado é esperado: “Ainda bem! Estranho seria se preferissem futebol ao sexo, que é uma necessidade básica, é prazeroso”, diz a especialista, que atenta: “As pessoas só precisam aprender que, no sexo, quantidade não adianta. É a qualidade que interessa. E, para isso, você tem que ir para cama livre de qualquer pressão ou preconceito.”

*Agência O Globo