Naturalle: Aterro de Inertes

A Naturalle possui um aterro de inertes em Simões Filho que recebe apenas entulhos de demolição. Esse empreendimento possibilita a eliminação de áreas de descarte irregular de materiais de construção civil na região e está licenciado pela prefeitura desde 2016. Confira nas ilustrações abaixo maiores detalhes sobre o assunto:




Vírus bovino é encontrado em tecidos de bebês com microcefalia


Pesquisadores brasileiros encontraram partículas do vírus da diarreia viral bovina (VDVB), além do vírus Zika, em tecido cerebral de fetos e recém-nascidos com microcefalia. O Ministério da Saúde emitiu hoje (4) nota na qual diz que está acompanhando a investigação sobre os fatores que podem estar associados ao Zika no desenvolvimento de malformações congênitas.

Os estudos foram feitos em parceria entre a Universidade Federal do Rio de Janeiro e o Instituto de Pesquisa Professor Joaquim Amorim Neto (Ipesq), da Paraíba. Os exames foram feitos em amostras obtidas por necropsia de tecidos cerebrais de fetos e de recém-nascidos com microcefalia.

O Ministério da Saúde ressalta que a presença do vírus nestes tecidos não significa necessariamente que ele está relacionado às malformações. Novos estudos serão feitos para confirmar ou descartar a hipótese.

Como o nome indica, o VDVB afeta predominantemente bovinos, podendo causar malformações nos animais.


Bahia registra 24 mortes decorrentes do vírus H1N1


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Dados do informe epidemiológico do Ministério da Saúde publicado nesta quinta-feira (30) registram 24 mortes na Bahia decorrentes de complicações associadas ao vírus H1N1 do início do ano até o dia 18 deste mês.

Em todo o Brasil, os casos fatais da doença chegam a 1.121. O recente levantamento aponta que em apenas uma semana, o país registrou 118 novas mortes pelo vírus.

Em 2015 foram registradas 36 mortes por H1N1; em 2014, tinham sido 163 mortes e em 2013, 768 óbitos pelo vírus. São Paulo foi o estado com o maior número de mortes por influenza, correspondendo a 41,7% do total no país. O Maranhão, com uma morte, é o estado com menor número de casos.

As mortes associadas ao vírus ocorrem em meio a um quadro da síndrome respiratória aguda grave (SRAG) por influenza A. Neste ano, foram notificados 5.871 casos em todo o país. Entre os dias 11 e 18 deste mês foram registrados 657 novos casos de SRAG por H1N1 no Brasil.

Variações do clima e o aumento de viagens internacionais são outros fatores que, associados, podem também ter contribuído para o atual surto do H1N1 no Brasil.

Mortes por H1N1 no país:

São Paulo: 475

Rio Grande do Sul: 132

Paraná: 112

Mato Grosso do Sul: 59

Goiás: 56

Rio de Janeiro: 46

Espírito Santo: 43

Santa Catarina: 42

Minas Gerais: 30

Bahia: 24

Pará: 23

Pernambuco: 14

Distrito Federal: 13

Paraíba: 11

Ceará: 10

Rio Grande do Norte: 7

Mato Grosso: 7

Alagoas: 5

Amapá: 4

Amazonas: 4

Acre: 2

Maranhão: 1

Além das mortes causadas pela “gripe A”, houve ainda 110 óbitos decorrentes de outros tipos de gripe.


Mães de bebês com microcefalia terão licença remunerada de 180 dias


Mães de bebês com microcefalia e sequelas neurológicas relacionadas a doenças transmitidas pelo Aedes aegypti terão licença maternidade remunerada de 180 dias. A ampliação do direito, que hoje é de quatro meses, aplica-se para trabalhadoras contratadas por regime de CLT.

Para o secretário executivo do Ministério de Desenvolvimento Social, Alberto Beltrame, a medida é importante, mas pode causar dúvidas na aplicação. “O ideal é que haja uma regulamentação, para deixar claro como será feita a definição de microcefalia relacionada à zika”, disse. A relação entre microcefalia e doenças provocadas pelo Aedes aegypti não é simples. “Como não há exames sorológicos que comprovem a infecção, a definição do caso é mais trabalhosa”.

A lei sancionada pelo presidente em exercício, Michel Temer, lista medidas de vigilância e controle do mosquito transmissor do vírus da dengue, da chikungunya e da zika. A proposta, no entanto, não foi aprovada na íntegra. Ele retirou do conteúdo aprovado pelo Congresso a isenção do Imposto de Importação e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre repelentes, inseticidas, larvicidas e telas de mosquiteiro em geral. Temer vetou “dispositivos que instituem benefícios e incentivos de natureza tributária que não atendem às condições estabelecidas pelo artigo 14 da Lei Complementar Número 101, de 2000 (LRF), e não se fazem acompanhar dos necessários dimensionamentos do impacto tributário sobre a arrecadação”.

O texto também dá nova redação para o Benefício de Prestação Continuada, um auxílio concedido para bebês com microcefalia. A regra geral, que se aplica também a pessoas com deficiências e idosos que tenham renda per capita inferior a um quarto de salário mínimo, prevê que o benefício seja revisto em um prazo de dois anos.

O novo texto prevê que a revisão seja feita três anos depois da concessão do benefício. “Na prática, não há diferenças acentuadas. A criança poderá ter o benefício concedido novamente, desde que critérios de renda e os problemas físicos permaneçam”, disse Beltrame.

*Estadão Conteúdo

Dengue: Brasil começa a testar a vacina em humanos


Começam esta semana os testes da vacina brasileira contra Dengue nos centros de pesquisas de Manaus (AM) e Boa Vista (RR).

Na semana passada o Instituto Butantã iniciou os testes com os primeiros voluntários, de São José do Rio Preto, interior de São Paulo.

As 1 200 pessoas selecionadas devem receber a vacina na Unidade Básica de Saúde (UBS) da Vila Toninho.

Elas serão acompanhadas durante cinco anos.

A cidade escolhida para os testes com a vacina no Estado de São Paulo tem altos índices de casos da doença.

Rio Preto registrou 22 mil ocorrências de dengue em 2015 e, de janeiro a maio deste ano, outros 11.395, além de 4.284 em investigação. Doze pessoas morreram.

Os efeitos da vacina nos pacientes serão avaliados por pesquisadores da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp), com a colaboração da Secretaria Municipal de Saúde.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, do PSDB, comemorou: “Não temos no mundo uma vacina com grau de proteção elevado contra os quatro tipos de vírus. O Instituto Butantã já fez o teste pré-clínico e das fases um e dois e agora estamos na última fase”, disse.

O próximo passo será a aprovação da vacina para produção em larga escala para atender campanhas de imunização em massa na rede pública de saúde.

Os ensaios clínicos desta fase foram iniciados em fevereiro deste ano pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, em São Paulo.

Os voluntários, que nunca tiveram a doença, estão divididos em três faixas etárias: 2 a 6 anos, 7 a 17 e 18 a 59.

Os participantes serão acompanhados pela equipe médica por um período de cinco anos para verificar a duração da proteção.

Os testes também serão realizados em Porto Velho (RO), Aracaju (SE), Recife (PE), Fortaleza (CE), Brasília (DF), Cuiabá (MT), Campo Grande (MS), Belo Horizonte (MG) e Porto Alegre (RS).

A vacina

A vacina do Butantã foi desenvolvida em parceria com o National Institutes of Health (EUA) e tem potencial para proteger contra os quatro vírus da dengue com uma única dose, produzida com vírus vivos, geneticamente atenuados.

Nas etapas anteriores, a vacina foi testada em 900 pessoas, nos Estados Unidos e em São Paulo.

O Butantã tem uma fábrica com capacidade para produzir 500 000 doses por ano, mas que pode ser ampliada para produção de até 12 milhões de doses por ano com algumas adaptações.

O Instituto tem projeto para construir uma fábrica de larga escala, com capacidade de 60 milhões de doses ao ano.

Outra vacina

O Brasil já tem uma vacina contra a dengue registrada na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mas seu uso ainda depende da definição do preço pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed), órgão interministerial do governo federal.

A vacina da Sanofi Pasteur protege contra os quatro sorotipos da doença, mas exige três aplicações. A empresa francesa anunciou que o Ministério de Saúde da Costa Rica aprovou a vacina, também registrada no México, El Salvador e Filipinas.

Com informações do Estadão Conteúdo e Veja

http://www.sonoticiaboa.com.br/2016/06/26/dengue-brasil-comeca-a-testar-a-vacina-em-humanos/


Butantã inicia teste de vacina da dengue com 1,2 mil voluntários


Os primeiros voluntários para os testes da vacina do Instituto Butantã contra a dengue receberam as doses nesta quinta-feira, 23, em São José do Rio Preto, interior de São Paulo. O governador Geraldo Alckmin (PSDB) esteve na cidade para dar início aos testes. As 1,2 mil pessoas selecionadas receberão a vacina na Unidade Básica de Saúde (UBS) da Vila Toninho. Elas serão acompanhadas durante cinco anos. Na próxima semana, os testes serão iniciados em centros de pesquisas de Manaus (AM) e Boa Vista (RR).

Na chegada, Alckmin enfrentou protestos de servidores do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), que estão em greve por aumentos salarial. Na solenidade, ele referiu-se ao início do testes como um dia histórico. “Não temos no mundo uma vacina com grau de proteção elevado contra os quatro tipos de vírus. O Instituto Butantã já fez o teste pré-clínico e das fases um e dois e agora estamos na última fase”, disse.

A cidade escolhida para os testes com a vacina no Estado de São Paulo tem índices altos de dengue. Rio Preto registrou 22 mil casos em 2015 e, de janeiro a maio deste ano, outros 11.395, além de 4.284 em investigação. Doze pessoas morreram com a doença. Os efeitos da vacina nos pacientes serão avaliados por pesquisadores da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp), com a colaboração da Secretaria Municipal de Saúde.

Os testes em humanos são a última fase da pesquisa antes da aprovação da vacina para produção em larga escala visando a atender campanhas de imunização em massa na rede pública de saúde. Ao todo, serão mobilizados 17 mil voluntários em 14 centros de pesquisas de 13 municípios brasileiros. Os ensaios clínicos desta fase foram iniciados em fevereiro deste ano pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, em São Paulo.

Os voluntários, que nunca tiveram a doença, estão divididos em três faixas etárias: 2 a 6 anos, 7 a 17 e 18 a 59. Os participantes serão acompanhados pela equipe médica por um período de cinco anos para verificar a duração da proteção. Os testes também serão realizados em Porto Velho (RO), Aracaju (SE), Recife (PE), Fortaleza (CE), Brasília (DF), Cuiabá (MT), Campo Grande (MS), Belo Horizonte (MG) e Porto Alegre (RS).

A vacina do Butantã foi desenvolvida em parceria com o National Institutes of Health (EUA) e tem potencial para proteger contra os quatro vírus da dengue com uma única dose, produzida com vírus vivos, geneticamente atenuados.
Nesta etapa da pesquisa, os estudos visam a comprovar a eficácia da vacina. Do total de voluntários, um terço receberá placebo, uma substância com as mesmas características, mas sem o vírus. Nem a equipe médica, nem os voluntários saberão quem recebeu o placebo. O objetivo visa a garantir a total isenção dos testes.

Nas etapas anteriores, a vacina foi testada em 900 pessoas, nos Estados Unidos e em São Paulo. O Butantã tem uma fábrica com capacidade para produzir 500 mil doses por ano, mas que pode ser ampliada para produção de até 12 milhões de doses por ano com algumas adaptações. O Instituto tem projeto para construir uma fábrica de larga escala, com capacidade de 60 milhões de doses ao ano.

Custo
O Brasil já tem uma vacina contra a dengue registrada na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mas seu uso ainda depende da definição do preço pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed), órgão interministerial do governo federal. A vacina da Sanofi Pasteur protege contra os quatro sorotipos da doença, mas exige três aplicações.

A empresa francesa anunciou nesta quinta que o Ministério de Saúde da Costa Rica aprovou a vacina, também registrada no México, El Salvador e Filipinas.

*Estadão Conteúdo