Vírus bovino é encontrado em tecidos de bebês com microcefalia

Pesquisadores brasileiros encontraram partículas do vírus da diarreia viral bovina (VDVB), além do vírus Zika, em tecido cerebral de fetos e recém-nascidos com microcefalia. O Ministério da Saúde emitiu hoje (4) nota na qual diz que está acompanhando a investigação sobre os fatores que podem estar associados ao Zika no desenvolvimento de malformações congênitas. Os … Leia Mais


Bahia registra 24 mortes decorrentes do vírus H1N1

Dados do informe epidemiológico do Ministério da Saúde publicado nesta quinta-feira (30) registram 24 mortes na Bahia decorrentes de complicações associadas ao vírus H1N1 do início do ano até o dia 18 deste mês. Em todo o Brasil, os casos fatais da doença chegam a 1.121. O recente levantamento aponta que em apenas uma semana, o … Leia Mais


Mães de bebês com microcefalia terão licença remunerada de 180 dias

Mães de bebês com microcefalia e sequelas neurológicas relacionadas a doenças transmitidas pelo Aedes aegypti terão licença maternidade remunerada de 180 dias. A ampliação do direito, que hoje é de quatro meses, aplica-se para trabalhadoras contratadas por regime de CLT. Para o secretário executivo do Ministério de Desenvolvimento Social, Alberto Beltrame, a medida é importante, … Leia Mais


Dengue: Brasil começa a testar a vacina em humanos

Começam esta semana os testes da vacina brasileira contra Dengue nos centros de pesquisas de Manaus (AM) e Boa Vista (RR). Na semana passada o Instituto Butantã iniciou os testes com os primeiros voluntários, de São José do Rio Preto, interior de São Paulo. As 1 200 pessoas selecionadas devem receber a vacina na Unidade Básica de Saúde (UBS) da Vila … Leia Mais


Butantã inicia teste de vacina da dengue com 1,2 mil voluntários

Os primeiros voluntários para os testes da vacina do Instituto Butantã contra a dengue receberam as doses nesta quinta-feira, 23, em São José do Rio Preto, interior de São Paulo. O governador Geraldo Alckmin (PSDB) esteve na cidade para dar início aos testes. As 1,2 mil pessoas selecionadas receberão a vacina na Unidade Básica de … Leia Mais


Surto de caxumba no Brasil é o maior em quase dez anos


O número de casos de caxumba registrados neste ano no Estado de São Paulo já é o maior desde 2008, segundo balanço do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE da Secretaria Estadual da Saúde. Até o dia 16 de junho, quando foi divulgado o último levantamento, foram contabilizados 842 casos. Entre 2009 e 2015, o número variou, no ano inteiro, entre 118 (2014 e 671 (em 2015).

Em todo 2008, foram 3.394 registros. A imunização incompleta de parte da população, que não tomou as duas doses da vacina, e o fato de o vírus estar mais atuante estão entre as razões apresentadas por infectologistas para o aumento dos surtos.

“Não tem uma explicação certeira para isso, mas sabemos que é um vírus altamente infectante e ele está circulando mais. Temos uma faixa de pessoas que não foram vacinadas adequadamente para a caxumba, porque é preciso ter duas doses e, antes de 2000, a padronização do esquema vacinal era diferente”, explica Ralcyon Teixeira, médico infectologista e supervisor do pronto-socorro do Instituto de Infectologia Emílio Ribas.

Ele explica que o período de incubação da doença é grande e que, mesmo antes da manifestação de sintomas – inflamação das glândulas salivares, dor de cabeça e febre -, a pessoa já pode transmitir a caxumba.

“O prazo de incubação é de 16 a 18 dias, mas pode se manifestar em até 25 dias e a pessoa já começa a expelir o vírus.” Em janeiro deste ano, a infectologista Luciana Marques Sansão Borges, de 31 anos, teve caxumba, que se manifestou em ambos os lados do pescoço. Ela conta que ninguém de sua família nem do seu ambiente de trabalho estava com a doença.

“Foi depois da virada do ano e não tinha ido a nenhum lugar com aglomeração. Quando acordei, estava com um inchaço de um lado do rosto e com dor. Fiquei nove dias afastada do trabalho.” Apenas após o episódio que ela se deu conta de que não tinha tomado as duas doses da vacina.

Cuidados

Repouso e isolamento são as principais orientações para os pacientes, já que não há um medicamento específico para a doença. “Não tem nenhum antiviral para caxumba. A recomendação é fazer repouso, tomar analgésico e anti-inflamatório. É importante evitar aglomerações e lavar as mãos”, diz Graziella Hanna Pereira, infectologista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos.

Segundo Raquel Muarrek, infectologista do Hospital Leforte, a doença pode causar complicações, principalmente para os homens. “A caxumba pode causar meningite e pancreatite. Em homens, pode vir com orquite, que causa aumento da bolsa escrotal e dor na região.” 

*Estadão Conteúdo

 


Inflamação da picada do Aedes ajuda vírus a se multiplicar, diz estudo


As picadas de mosquitos não provocam apenas coceira, inchaço e irritação: elas também ajudam os vírus da zika e da dengue a se multiplicarem, de acordo com um novo estudo liderado por cientistas britânicos.

Segundo os autores da pesquisa, a inflamação no local da picada pode ser um fator importante para explicar por que a dengue e a zika são assintomáticas em algumas pessoas e, em outras, tornam-se doenças graves, provocando hemorragias, má-formação e morte.

A pesquisa, liderada por Clive McKimmie, da Universidade de Leeds (Reino Unido), foi publicada nesta terça-feira (21), na Immunity, revista científica do grupo Cell. Os pesquisadores agora querem descobrir se o uso de cremes anti-inflamatórios no local da picada do mosquito pode impedir a evolução da infecção.

Até agora, cientistas acreditavam que as diferenças observadas no grau de severidade de doenças como a dengue e a zika deveriam ser determinadas por variações genéticas nos vírus, ou nos pacientes. Mas, com inúmeros estudos sendo feitos em um esforço mundial para deter a epidemia de zika, vários resultados sugerem que o Aedes aegypti está diretamente envolvido na severidade das doenças.

Na última quinta-feira (16), conforme noticiado pela reportagem, outra pesquisa feita por cientistas dos Estados Unidos e Bélgica mostrou que a saliva do Aedes aegypti torna os vasos sanguíneos mais permeáveis, acelerando o alastramento do vírus.

Agora, os cientistas britânicos deram um novo passo ao mostrar que, com a introdução da saliva, a inflamação no local da picada também ajuda a replicação dos vírus, resultando em infecção mais severa.

— As picadas de mosquito não são apenas irritantes — elas são fundamentais para que os vírus se espalhem e causem a doença. Antes desse estudo, pouco se sabia sobre os eventos e processos que ocorrem no local das picadas. Agora queremos estudar se medicamentos como cremes anti-inflamatórios podem impedir que o vírus estabeleça a infecção se forem utilizados com rapidez suficiente depois que aparece a inflamação produzida pela picada.

O estudo foi feito em camundongos. Segundo McKimmie, a saliva do mosquito, injetada na pele do animal no momento da picada, desencadeia uma resposta imunológica, atraindo certos glóbulos brancos (células de defesa do organismo) para o local da picada. Mas, em vez de ajudar a destruir os vírus, algumas dessas células de defesa são infectadas e acabam ajudando a replicá-los.

A equipe injetou diferentes vírus na pele de camundongos, com e sem a presença da picada de mosquito no local da injeção, para comparar as reações. Sem a picada do mosquito – e sem a inflamação que ela desencadeia -, os vírus não conseguiam se replicar muito bem. Já na presença da picada, foi observada uma alta taxa de replicação do vírus ainda na pele.

— Isso foi uma grande surpresa. Esses vírus não são conhecidos por infectar células do sistema imune. Além disso, quando nós fizemos com que essas células imunes parassem de se dirigir para o local da picada, a picada do mosquito parava de aumentar a infecção.

*Estadão Conteúdo

Maioria esmagadora dos brasileiros prefere sexo a futebol, diz pesquisa


O título de “país do futebol” pode estar distante ultimamente, mas parece que os brasileiros estão encontrando conforto em outro prazer: no sexo.

Numa pesquisa, dos mais de cinco mil entrevistados pela rede de relacionamento Sexlog.com, 95% afirmaram que o futebol não tem vez quando o assunto é transa. Tampouco o tesão é perdido se o time de coração é vencido numa partida.

“A pesquisa foi feita num momento que a seleção brasileira está ruim, o resultado pode ser uma vontade de esquecer isso e focar em algo que sempre dá prazer, sem decepcionar”, analisa Mayumi Sato, diretora de marketing da Sexlog.com: “O resultado foi uma surpresa pois, apesar de estar num ambiente com foco em sexo, as pessoas na rede são torcedoras, falam muito de futebol, colocam camisa de time em fotos do perfil.”

Essa preferência, porém, parece coisa de brasileiro. Em março deste ano, uma pesquisa semelhante foi feita no Reino Unido, por pesquisadores da companhia Nissan, mostrando que 56% dos britânicos acham que assistir a futebol é melhor do que fazer sexo. “Tradicionalmente, brasileiros gostam mais de sexo mesmo”, acredita Mayumi.

A resposta a uma das perguntas, porém, chamou atenção pela discrepância: quase 30% dos entrevistados disseram que preferem ver o time ser campeão mundial a ter uma noite de farra com Grazi Massafera ou Cauã Reymond.

“A questão de ser campeão mundial faz toda a diferença. É um título, a reação é diferente”, interpreta Mayumi.  Para a psicanalista e escritora Regina Navarro Lins, esse resultado é esperado: “Ainda bem! Estranho seria se preferissem futebol ao sexo, que é uma necessidade básica, é prazeroso”, diz a especialista, que atenta: “As pessoas só precisam aprender que, no sexo, quantidade não adianta. É a qualidade que interessa. E, para isso, você tem que ir para cama livre de qualquer pressão ou preconceito.”

*Agência O Globo

OMS diz que são necessários US$ 121,9 milhões para combater zika


A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou, nesta sexta-feira (17), uma atualização do plano estratégico de resposta à zika a ser posto em prática de julho de 2016 até dezembro de 2017. O plano requer um investimento de US$121,9 milhões de doadores.

Para implementar a resposta à zika de janeiro a junho de 2016, a OMS tinha pedido US$25 milhões, mas recebeu apenas pouco mais de US$ 4 milhões. “O financiamento necessário não tem sido atendido em grande parte, tanto pela OMS quanto por seus parceiros”, afirma o documento.

O novo plano foi elaborado à luz das evidências científicas de que o vírus da zika tem relação com o nascimento de bebês com microcefalia e com o desenvolvimento da síndrome de Guillain-Barré.

Segundo o documento, a resposta à zika deve mudar de um cenário de emergência a uma abordagem de longo prazo, focando nas áreas de cuidados em relação às mães e seus bebês e saúde reprodutiva e sexual.

O plano enfatiza algumas características do vírus que devem ser levadas em conta globalmente: o potencial de expansão do vírus devido à presença do mosquito Aedes aegypti em várias regiões, a falta de imunidade da população onde o vírus chegou pela primeira vez, a inexistência de vacinas e a desigualdade no acesso a saneamento básico, informações e acesso a serviços de saúde nas áreas afetadas.

“A propagação do vírus da zika terá consequências para a saúde em longo prazo para famílias, comunidades e países cujos sistemas de saúde serão desafiados a cuidar de crianças nascidas com essas complicações pelos próximos anos”, afirmou a diretora-geral da OMS, Margaret Chan, no documento.

Nesta terça-feira, a OMS declarou que o risco de propagação do vírus da zika devido à Olimpíada no Rio é “muito baixo”, em painel em Genebra, na Suíça.

Segundo a organização, a transmissão local do vírus da zika e da dengue será mínima durante o inverno no Brasil. “Os riscos não são diferentes para pessoas que irão para a Olimpíada do que para qualquer outra área onde há surtos de zika”, disse David Heymann, presidente do comitê de especialistas da OMS.


Ministério estuda ampliar a vacinação contra HPV no País


O Ministério da Saúde estuda a ampliação do público-alvo para a vacinação contra HPV, vírus responsável pelo câncer de colo de útero, segundo tipo mais comum de câncer entre mulheres. Hoje, meninas de 9 a 13 anos e mulheres com HIV até os 26 anos são vacinadas na rede pública. O grupo de trabalho, que reúne técnicos do ministério, representantes de sociedades médicas e pesquisadores, define até o fim do ano quem serão os próximos beneficiários.

Os integrantes do grupo revisarão resultados de estudos sobre o impacto da vacinação em meninos, homens com HIV e pacientes imunodeprimidos. “O grupo de trabalho começará a reunir-se em agosto para que possamos pensar, em curto prazo de tempo, quem deverá ser incluído como estratégia de saúde pública”, afirmou a coordenadora do Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde, Carla Domingues.

Ela participou, na manhã de ontem, do lançamento da campanha Onda Contra o Câncer, sobre a importância da vacinação contra HPV, da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), realizada em São Paulo. A vacinação, neste ano, está abaixo do esperado. Em 2015, 92% das meninas tomaram as duas doses da vacina – para garantir a imunização, é necessário repetir a aplicação da vacina seis meses depois da primeira dose. Neste ano, 43% das meninas de 9 a 11 anos tomaram a segunda dose.

O ministério vai propor que os municípios intensifiquem a campanha de vacinação nas escolas, uma vez que adolescentes frequentam menos consultórios médicos e postos de saúde. A vacinação nas escolas públicas e particulares é feita por profissionais das Secretarias Municipais de Saúde e esbarra na dificuldade de logística para o deslocamento de funcionários e falta de pessoal.

“Temos de buscar estratégias que melhorem a cobertura”, afirmou Carla. A preocupação é maior com a Região Norte, onde a cobertura é ainda mais baixa do que no restante do País. “São Estados com maior prevalência de HPV e onde as meninas iniciam a vida sexual mais cedo”, disse a coordenadora.

Outra dificuldade é a resistência de pais e mães com a vacinação a partir dos 9 anos, já que as meninas estariam longe de iniciar a vida sexual. “É importante tomar a vacina quando ela é mais eficaz. Estudos mostram que quanto mais cedo a criança recebe a vacina, maior é a produção de anticorpos e mais ela estará protegida”, afirmou.

Para a presidente da SBIm, Isabella Ballalai, é importante dissociar a ideia de que tomar a vacina tenha a ver com vida sexual precoce. “A primeira vacina que o bebê toma quando nasce é contra uma doença sexualmente transmissível, a hepatite B; 23% das meninas no início da atividade sexual com um parceiro já têm lesão no colo do útero, que dirá a infecção”, afirmou ela.

A SBIm lançou ainda a segunda fase da campanha Onda Contra o Câncer (www.ondacontracancer.com.br). Pelas redes sociais, serão divulgadas mensagens voltadas para o público jovem, famílias, professores e médicos. No ano passado, em apenas três meses de campanha, as menções positivas sobre a vacinação passaram de 17,5% das postagens para 34,5%.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.