Janot pede que STF envie denúncia contra Lula a Moro

Rodrigo Janot, o procurador-geral da República, pediu ao ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), para que o pedido de denúncia contra o ex-presidente Lula seja remetido ao juiz federal Sergio Moro, na primeira instância. Conforme a revista Veja, Lula foi denunciado no início de maio por indícios de que … Leia Mais


Dois baianos estão entre os 18 mortos do acidente com ônibus em SP

Pai de uma das vítimas estava no veículo que vinha atrás do ônibus acidentado Dois baianos estão estre as vítimas fatais doacidente que deixou 18 mortos na cidade de Mogi das Cruzes, interior de São Paulo, na quarta-feira (9). Outras 30 pessoas ficaram feridas. A vendedora Sonia Pinheiro de Jesus, 43 anos, natural de Jequié, … Leia Mais


Ministro da Fazenda diz que Brasil vive a pior crise de sua história

“É uma crise que gerou 11 milhões de desempregados. Então, nós temos que reverter esse processo”, afirmou O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou na quarta-feira (8) que o Brasil enfrenta a crise mais intensa de sua história e que não será uma surpresa se o recuo do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano for o … Leia Mais


Japonês da Federal é preso por corrupção e contrabando em Curitiba

O policial federal Newton Ishii, conhecido como o ‘Japonês da Federal’, foi preso na terça-feira (7), em Curitiba, por corrupção e por facilitar a entrada de produtos contrabandeados do Paraguai no Brasil. O mandado foi expedido pela Vara de Execução Penal Justiça Federal de Foz do Iguaçu. Ele está detido na Superintendência da Polícia Federal … Leia Mais



‘Temer cortou até o almoço de Dilma’, diz Lula em evento no Rio


Ex-presidente reclamou dos cortes na alimentação e nas viagens em aviões da FAB: ‘Amanhã vamos comer marmitex’

Na primeira manifestação pública após o impeachment, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva reclamou dos cortes na alimentação e nas viagens em aviões da FAB, decididos pelo governo do presidente em exercício, Michel Temer, em relação à presidente afastada Dilma Rousseff. Mas reconheceu falhas na gestão da sucessora e disse esperar que ela volte ao cargo. “Não estou dizendo que Dilma não cometeu erros, cometeu. Mas queremos que ela volte para corrigir os erros que cometemos”, disse.

No discurso, Lula fez poucas referências à sucessora. “Temer deu um golpe não na Dilma, mas na decisão do Senado que o colocou como interino. Temer não tinha o direito de fazer o que fez. Ele cortou até o almoço da Dilma. Amanhã vamos comer marmitex”, ironizou o ex-presidente, em ato organizado por centrais sindicais no centro do Rio.

‘Temer cortou até o almoço de Dilma’, diz Lula em evento no Rio
(Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula)

Segundo Lula, as medidas adotadas contra Dilma, como a restrição ao uso de aviões oficiais, “não vão impedir (a presidente afastada) de sair pelo País para denunciar esse governo”. Mais magro e com voz ainda mais rouca que o habitual, Lula avaliou que tem uma “dívida com a sociedade brasileira”, mas evitou se posicionar sobre as eleições de 2018. “Estão me acusando de tudo quanto é nome, divulgando as bobagens que falo. É medo de eu voltar. Ainda é muito cedo para pensar em 2018. Já estou com idade de me aposentar. Mas não pensem que vão destruir aquilo que nós construímos”, afirmou.

Lula criticou a escolha do ministério do governo provisório, acusando a suposta influência do presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Ele ironizou manifestantes pró-impeachment. “Os coxinhas agora estão com vergonha por que foram para a rua bater panela e o resultado não foi um risoto, foi Temer. Os coxinhas sabem que o ministério de Temer é o ministério do (Eduardo) Cunha. Mas sempre haverá nesse País mais gente de cabeça erguida, decente, do que coxinhas”.

Na única referência direta à Lava Jato, o ex-presidente indicou que a operação “submeteu os petroleiros a condições humilhantes”. Lula afirmou que ter sido o presidente que mais investiu na companhia e que a descoberta do pré-sal foi “seu maior orgulho como presidente e como cidadão”.

O petista também afirmou que a “elite nunca aceitou a Petrobras” e teceu diversas críticas às “elites”, discurso comum em seu governo. “A elite brasileira, incompetente para governar este País, achava que tudo iria se resolver se a gente vendesse as empresas. Eu queria provar que o peão seria capaz de pensar politicamente o Estado brasileiro melhor do que toda a elite”, completou.

Lula defendeu ações de seu governo junto ao BNDES e demais bancos públicos. O ato “Se é público, é para todos” defendeu a mobilização da sociedade contra a privatização de empresas e serviços públicos, além de criticar a agenda econômica do governo Temer. A manifestação ocorreu na Fundição Progresso, na Lapa, região central do Rio, com público reduzido apesar do acesso liberado. Não houve estimativa de quantas pessoas estiveram no evento.


Corte nas viagens de Dilma foi reposta aos ataques de petistas


Cansado dos ataques da presidente afastada Dilma Rousseff e do cerco que os petistas e seus liderados estão fazendo à sua família e à sua casa, em São Paulo, o presidente em exercício Michel Temer decidiu partir para o enfrentamento.

O primeiro sinal de que Temer mudou seu comportamento foi o parecer da Casa Civil preparado na semana passada regulamentando os direitos da presidente afastada. Além de cortar viagens com aviões da FAB para outros locais que não Porto Alegre, o Planalto decidiu que só Dilma terá direito a utilizar o cartão de crédito corporativo para suas despesas pessoais. Quando estavam na Presidência, alguns dos auxiliares dela também utilizavam o cartão.

“A decisão do Senado foi muito genérica e precisava de uma regulamentação porque, do jeito que estava, o céu era o limite e, como eles não tinham limite, estavam ultrapassando o limite do céu”, afirmou ao Estado o ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, acrescentando que se esperava que “houvesse parcimônia” de Dilma e sua equipe, mas o que houve foi exatamente o contrário.

O que mais incomodou o presidente em exercício, além dos “abusos”, foram os seguidos cercos à sua casa, que deixaram temerosos sua mulher, sua sogra e seu filho de 7 anos, obrigando o governo a reforçar a segurança. O presidente, sua família e seus auxiliares diretos se queixam que ninguém foi incomodar os familiares da presidente afastada em Porto Alegre. Neste fim de semana, os protestos se repetiram em São Paulo e voltaram a incomodar Temer.

Geddel comentou também sobre os problemas causados por Dilma com a decisão de viajar pelo Brasil. “Eles pediam uma série de coisas que não cabiam. Cada viagem, eram inúmeros funcionários que tinham de ir, até em grupos precursores para preparar sua chegada, como se fosse a presidente no exercício do cargo. Na verdade, estava indo fazer comício com dinheiro público”, disse.

‘Ilegítima’

Assim que foi avisada da redução dos seus benefícios, Dilma disse em discurso, na capital gaúcha, que a decisão foi “ilegítima”, com objetivo de proibir que ela viaje. “Eu vou viajar”, publicou a petista, em sua página no Facebook, acrescentando que “é um escândalo que eu não possa viajar para o Rio, para o Pará, para o Ceará… Isso é grave. Eu não posso, como qualquer outra pessoa, pegar um avião (comercial). Tem de ter todo um esquema garantindo a minha segurança, pela Constituição. É a Constituição que manda. Estamos diante de uma situação que vai ter de ser resolvida”. Com informações do Estadão Conteúdo.


Temer corta comida de Dilma no Palácio da Alvorada


A Secretaria de Governo do presidente interino Michel Temer (PMDB) decidiu cortar o “cartão de suprimento” utilizado pela presidente afastada Dilma Rousseff (PT). O benefício foi suspenso na última quarta, 1º, e só foi liberado novamente na noite desta sexta, 3, após questionamentos do jornal Folha de S. Paulo.

De acordo com a coluna Painel do mesmo veículo, a Secretaria de Governo afirmou que estava aguardando um parece jurídico sobre os direitos de Dilma.

O “cartão de suprimento” é utilizado para abastecer a despensa do Palácio da Alvorada, onde a petista está morando após ser afastada da Presidência. Além dela, cerca de outras 30 pessoas circulam na Alvorada.

Dilma considerou a decisão da equipe de Temer uma “mesquinharia”. Ela também sofreu restrições no uso dos aviões da Força Aérea Brasileira (FAB), podendo usá-los apenas entre Brasília e Porto Alegre, onde sua família mora.

 


Muhammad Ali, um dos maiores atletas do século 20, morre aos 74 anos


Um dos maiores boxeadores do planeta, Ali lutava contra o mal de Parkinson desde o início dos anos 80

O lendário boxeador Muhammad Ali – um dos maiores esportistas do século 20 – morreu ontem (3) aos 74 anos. A informação sobre a sua morte só foi conhecida na madrugada de hoje (4). Ele estava internado em um hospital de Phoenix, capital do estado norte-americano do Arizona, desde o início desta semana, para tratar de problemas respiratórios.

Até o dia do enterro, previsto para quarta-feira, haverá homenagens ao boxeador em várias cidades dos Estados Unidos. Hoje haverá homenagem em Louisville, Kentucky, sua cidade natal.

Um dos maiores boxeadores do planeta, Ali lutava contra o mal de Parkinson desde o início dos anos 80
(Foto: AFP)

Muhammad Ali, que há 30 anos foi diagnosticado com a doença de Parkinson, era conhecido como pelo título “O Maior” (The Greatest), por ter obtido três vezes – em 1964, 1974 e 1978 – o título de campeão mundial de pesos pesados em uma carreira de 21 anos.

Ele ganhou o primeiro título mundial aos 22 anos, em 1964, em uma luta contra Sonny Liston, até então considerado um lutador praticamente invencível. O boxeador se destacou também por lutar abertamente – com sua língua afiada – contra o racismo nos Estados Unidos, em uma época em que os atletas negros costumavam agradar a elite esportiva branca para buscar riqueza e se transformar em celebridades.

Muhammad Ali também desafiou a legitimidade da guerra do Vietnã, ao se recusar, em 1967, a se alistar no exército norte-americano em uma época em que poucos cidadãos ousavam protestar contra o serviço militar, um ato considerado de desobediência civil. Tal atitude custou caro a Muhammad Ali que foi suspenso do boxe por mais de três anos.

Muhammad Ali

O lendário boxeador Muhammad Ali deixou registrado um grande número de vitórias no ringue
(Foto: Reprodução Facebook)

Em outra atitude de desafio à tradição cultural e religiosa dos Estados Unidos, o boxeador – que foi registrado com o nome de Cassius Clary em sua certidão de nascimento – mudou o nome para Muhammad Ali depois que anunciou, em 1975, a adesão ao islamismo, em um período em que parte da imprensa e agentes do FBI (a polícia federal norte-americana) consideravam a religião muçulmana como um culto destinado a destruir os Estados Unidos.

Antes de entrar no mundo das competições esportivas, o jovem Cassius Clay era um estudante pobre. Segundo sua esposa Lonnie Ali, ele lutava para conseguir ler, provavelmente porque tinha dislexia. Ele descobriu seu talento para o boxe por acaso: aos 12 anos, foi a uma delegacia de polícia para dar queixa de que sua bicicleta tinha sido roubada. Um policial convidou Cassius para se juntar a um grupo de jovens pugilistas, que treinavam em um ginásio no centro de Louisville.

Lenda do esporte, Ali foi campeão mundial dos pesos pesados em 1964, quatro anos depois de se consagrar campeão olímpico, em Roma (Foto: AFP)

Muhammad Ali foi considerado o maior esportista do século 20 pela revista Sports Illustrated e personalidade desportiva do século passado pela BBC. Ele escreveu alguns livros sobre sua carreira, entre eles, “The Greatest: minha própria história”.


Delator diz que pagou R$ 70 milhões a cúpula do PMDB


Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, fechou acordo de delação premiada na Operação Lava Jato. Ele revelou aos investigadores que arrecadou e pagou pelo menos R$ 70 milhões a integrantes da cúpula do PMDB, entre eles Renan Calheiros, José Sarney e Romero Jucá.

A reportagem do jornal O Globo destaca que, segundo Sérgio Machado, foram pagos ao presidente do Senado, Renan Calheiros, cerca de R$ 30 milhões. Para o ex-presidente da República e senador José sarney, Machado relatou a entrega de cerca de R$ 20 milhões.

O ex-presidente da Transpetro citou ainda que entregou outros R$ 20 milhões ao senador e ex-ministro Romero Jucá (PMDB-RR).

Machado afirmou que os valores foram desviados da subsidiária da Petrobras, responsável pelo transporte de combustível no país.

O senador Romero Jucá negou o recebimento de qualquer recurso financeiro por meio de Sérgio Machado ou comissões referentes a contratos realizados pela Transpetro.

Ainda não há um posicionamento por parte do ex-senador José Sarney e Renan Calheiros.

*Notícias ao Minuto