‘Temer cortou até o almoço de Dilma’, diz Lula em evento no Rio

Ex-presidente reclamou dos cortes na alimentação e nas viagens em aviões da FAB: ‘Amanhã vamos comer marmitex’ Na primeira manifestação pública após o impeachment, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva reclamou dos cortes na alimentação e nas viagens em aviões da FAB, decididos pelo governo do presidente em exercício, Michel Temer, em relação à … Leia Mais


Corte nas viagens de Dilma foi reposta aos ataques de petistas

Cansado dos ataques da presidente afastada Dilma Rousseff e do cerco que os petistas e seus liderados estão fazendo à sua família e à sua casa, em São Paulo, o presidente em exercício Michel Temer decidiu partir para o enfrentamento. O primeiro sinal de que Temer mudou seu comportamento foi o parecer da Casa Civil … Leia Mais


Temer corta comida de Dilma no Palácio da Alvorada

A Secretaria de Governo do presidente interino Michel Temer (PMDB) decidiu cortar o “cartão de suprimento” utilizado pela presidente afastada Dilma Rousseff (PT). O benefício foi suspenso na última quarta, 1º, e só foi liberado novamente na noite desta sexta, 3, após questionamentos do jornal Folha de S. Paulo. De acordo com a coluna Painel … Leia Mais



Delator diz que pagou R$ 70 milhões a cúpula do PMDB


Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, fechou acordo de delação premiada na Operação Lava Jato. Ele revelou aos investigadores que arrecadou e pagou pelo menos R$ 70 milhões a integrantes da cúpula do PMDB, entre eles Renan Calheiros, José Sarney e Romero Jucá.

A reportagem do jornal O Globo destaca que, segundo Sérgio Machado, foram pagos ao presidente do Senado, Renan Calheiros, cerca de R$ 30 milhões. Para o ex-presidente da República e senador José sarney, Machado relatou a entrega de cerca de R$ 20 milhões.

O ex-presidente da Transpetro citou ainda que entregou outros R$ 20 milhões ao senador e ex-ministro Romero Jucá (PMDB-RR).

Machado afirmou que os valores foram desviados da subsidiária da Petrobras, responsável pelo transporte de combustível no país.

O senador Romero Jucá negou o recebimento de qualquer recurso financeiro por meio de Sérgio Machado ou comissões referentes a contratos realizados pela Transpetro.

Ainda não há um posicionamento por parte do ex-senador José Sarney e Renan Calheiros.

*Notícias ao Minuto

Jovem Senador: Estudante de Simões Filho representa a Bahia, após vencer concurso nacional de redação


É do município de Simões Filho, Região Metropolitana de Salvador, o representante do estado da Bahia no concurso nacional de redação do Senado Federal. Matheus Bacellar Viera da Silva de 17 anos, morador do distrito da Ilha de São João e aluno do Colégio Estadual Reitor Miguel Calmon conquistou o 1º lugar na Bahia e o 10º lugar no Brasil, onde concorreu com cerca de 84 mil estudantes em todo o país. Na redação para o projeto Jovem Senador, Matheus Bacellar expôs ideias sobre o tema central – “Participação política: no parlamento, nas ruas e nas redes sociais”.

Desenvolvendo o subtema “Participação Política sem Fronteiras”, o estudante retratou a participação do jovem desde a escola às interações sociais, oriundas do aprendizado e convivência escolar. “A educação tem o poder de transformar à sociedade, através, das ferramentas que dispõem como o senso crítico e o conhecimento e com estas duas habilidades são possíveis uma sociedade mais justa e mais igual”, disse Matheus Bacellar.

O Jovem Senador é um projeto anual que seleciona, por meio de um concurso de redação, 27 estudantes (um em cada estado da Federação) para vivenciarem o trabalho dos senadores. No dia 17 de novembro, o estudante simõesfilhense, Matheus Bacellar e sua professora orientadora, Áurea Santos vão receber a premiação em Brasília no Senado Federal.

De acordo com o estudante que é aluno do 4º do curso técnico de Logística, o sentimento é de honra em poder está participando do Projeto Jovem Senador quem em seis edições anteriores, ele é o primeiro jovem da Região Metropolitana de Salvador a conquistar o prêmio. Ainda de acordo com ele, o seu papel é orientar os outros jovens; considerando que a educação é a melhor forma de ascensão social.

“A educação é a ferramenta mais eficaz para o progresso do país e cabe aos jovens também se envolver nesses projetos para que possamos desenvolver e ter uma política mais inclusiva, sobretudo, mais abrangente para os jovens”, avaliou o estudante.

Com a perspectiva de consolidar no futuro a sua contribuição na política baiana, o estudante Matheus Bacellar em exclusividade para nossa equipe de reportagem, disse que tem a intenção de ingressar na política. “Eu quero defender e lutar em favor do nosso estado e contribuir para melhoria de vida da população”, revelou.

Na manhã desta terça-feira (20), o estudante e representante do estado da Bahia foi homenageado na Câmara de Vereadores do município de Simões Filho pelos parlamentares. Matheus Bacellar vivenciará por cinco dias os trabalhos dos Senadores da República em Brasília. “A maior premiação é poder representar o estado da Bahia, principalmente Simões Filho”, disse e acrescentou: “Com certeza irei abraçar as oportunidades e meu papel é aconselhar os outros jovens sobre a importância do nosso envolvimento na política”.

Para a mãe do estudante, Andrea Bacellar, o sentimento é de muita alegria e o esforço dos pais que sempre incentivaram o filho na escola; foram atributos para a colheita. “Ele é um jovem dedicado e que só trás orgulho para a família”, revelou cheia de entusiasmo e satisfação.

Questionado sobre sua visão política, Matheus Bacellar, disse que com força, garra e vigor se completam a tríade de habilidades para que o movimento jovem na política logre dentro da política melhorias na qualidade de vida da população.

Durante a sessão ordinária na Câmara de Vereadores, diversas pessoas e parlamentares parabenizaram o jovem pela conquista do prêmio.


Renan critica a redução de prazos de processo contra Dilma Rousseff


O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse por meio de nota nesta sexta-feira (3) que “vê com preocupação” a redução de prazos dentro da comissão que analisa o impeachment de Dilma Rousseff. “Apesar de não conduzir o processo e não integrar a Comissão Processante, como presidente do Congresso Nacional, vejo com preocupação as iniciativas para comprimir prazos. Mais ainda se a pretensão possa sugerir supressão de direitos da defesa, que são sagrados”, escreveu Renan.

A declaração foi motivada pelo fato do presidente da Comissão Processante do Impeachment na Casa, senador Raimundo Lira (PMDB-PB), ter acatado ontem (2) uma questão de ordem apresentada pela colega de partido Simone Tebet (MS) que, com base no Código de Processo Penal (CPP), pediu redução de 15 para cinco dias no prazo para apresentação das alegações finais da acusação e da defesa. De acordo com calendário estimado pelo relator senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), a decisão poderia antecipar para 13 de julho a conclusão da chamada fase de pronúncia do processo.

O presidente do Senado afirmou também que agilizar o processo é desejável, mas que isso deve ser feito sem limitar a defesa. “É imperioso agilizar o processo para que não se arraste indefinidamente. Para tal, é possível reduzir formalidades burocráticas, mas sem restringir o devido processo legal e principalmente o direito de defesa. Dez dias na história não pagam o ônus de suprimi-los”, continuou o senador.

Diante a insatisfação provocada entre os aliados da presidente afastada, foi apresentado um recurso ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski que, desde do dia 12 de maio, quando o plenário do Senado acatou a admissibilidade do processo contra Dilma, passou a ser o presidente do processo na Casa. Caberá ao ministro dar a palavra final sobre essa e qualquer outra questão que não seja pacificada no âmbito do Conselho.

Renan destacou ainda que os parlamentares devem evitar levar ao presidente do STF questões que poderiam ser resolvidas entre os próprios parlamentares. “Parece-me prudente evitar recorrer, a todo tempo, ao Judiciário para que decida questões de ordem. Por mais sensatas e qualificadas que sejam as decisões do presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, e elas o são, é inadequado sobrecarregá-lo com trabalho tipicamente congressual e que corre o risco de ser interpretado como transferência de responsabilidade”, avaliou o presidente do Senado. Informações da Agência Brasil.


Cidades pedirá R$ 5 bi para pagar obras do Minha Casa, Minha Vida


O Ministério das Cidades deve pedir ao Planalto e à Fazenda mais R$ 5 bilhões para destravar pagamentos que incluem o Minha Casa, Minha Vida (MCMV), projetos de saneamento e mobilidade urbana, e até a conta de luz de estatais ligadas à pasta como a CBTU (Companhia Brasileira de Trens Urbanos).

Conforme a Folha apurou, a prioridade do ministro Bruno Araújo é o Minha Casa, Minha Vida, que está em sua terceira etapa. Dos R$ 5 bilhões, a maior parte será empregada para encerrar contratos com construtoras, na liberação de licenças e alvarás.

O foco é entregar as obras do programa que estão com índices de conclusão acima de 90%.

Para isso, o Ministério deve pedir a liberação dos recursos e o aumento do orçamento do programa —esse pedido seria feito a partir de créditos suplementares, um dos motivos que levaram ao afastamento da presidente Dilma Rousseff.

Em 2016, a pasta possui R$ 6,92 bilhões disponíveis para gastar no MCMV. Se puder empregar mais R$ 4,5 bilhões no programa, o Ministério poderia cumprir todos os contratos com pagamentos previstos para este ano.

O ministro diz não ter relação com os protestos por moradias que acontecem em São Paulo. “Desde que revoguei a portaria [que permitia a contratação de 11.250 unidades], informei que iríamos relançar o programa, com aprimoramentos”, afirmou o ministro.

As outras prioridades são as obras de saneamento e mobilidade urbana. Estas, com o dinheiro na mão, o ministro poderia empenhar R$ 150 milhões sem a necessidades dos créditos suplementares.

INSOLVÊNCIA

Em entrevista coletiva, Araújo afirmou que o estado de penúria do Ministério foi uma herança do governo afastado. Porém, seu antecessor, Gilberto Kassab, é ministro em outra pasta: a de Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTI).

“A gestão passada foi a maior passadora de cheques sem fundo do planeta. O governo criou uma expectativa que se mostrou uma fraude com governadores e prefeitos. Quem paga é a população das cidades e estados que o governo assumiu um compromisso e que não irá honrar”, diz.

O ministro se refere aos volumosos contratos firmados pelo governo no âmbito do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), que não poderão ser pagos.

Somente nas áreas de saneamento e mobilidade urbana, são R$ 42 bilhões que não serão pagos este ano. Segundo o Ministério, o pagamento destes valores não foram previstos no orçamento e não devem ser pagos.

Além das obras contratadas, uma das preocupações é a solvência de estatais ligadas à pasta, principalmente a CBTU.

A companhia está com os recursos no limite e o Ministério entende que, daqui 6 meses, não haverá dinheiro para pagar a conta de luz dos metrôs que ela administra.

Araújo deve utilizar partes dos recursos liberados pela equipe econômica para ajudar a empresa a quitar seus débitos.

*Folha de S. Paulo

Cresce o clima por novas eleições e senadores reavaliam impeachment


Diante das turbulência do governo interino de Michel Temer, alguns senadores começam a questionar o voto pelo impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff.

No cenário atual, cresce o clima por novas eleições, o que poderia facilitar o retorno da presidente ao convocar novo pleito. No entanto, alguns senadores temem pela instabilidade.

“A volta dela assusta todo mundo, pela inconsequência, pela irresponsabilidade”, observou Cristovam Buarque (PPS-DF), que aprovou a abertura do processo e ainda não declarou posição final.

“E se ela propuser eleição direta, o que já devia ter feito uma ano atrás? E se ela acenar para a oposição? O jogo não está decidido, não”.

De acordo com a publicação, Acir Gurgacz (PDT-RO), que votou a favor e agora admite reavaliar a posição, disse que a crise no governo Temer “influenciará não só a minha opinião, como a da maioria”.

O processo de impeachment foi aberto com 55 votos favoráveis, 22 contrários, três ausências e uma abstenção. Para que seja aprovada a cassação de Dilma, serão necessários 54 votos.

“Estamos em cima do fio da navalha”, afirmou Lasier Martins (PDT-RS). “A inclinação é mínima de um lado ao outro, vai se decidir com uma diferença de dois votos”.

Nesta quarta-feira (1º), Romário pediu afastamento da Comissão Especial do Impeachment no Senado.