Economia: Especialistas dão dicas de onde investir em tempos de crise

O atual cenário de incerteza política e econômica tem se refletido diretamente na instabilidade da bolsa de valores bem como na cotação do dólar. Há ainda por parte dos brasileiros um temor de que a inflação volte a crescer. Diante disso, trabalhadores e investidores estão preocupados e se perguntam o que fazer para proteger suas … Leia Mais


Anatel poderá bloquear celulares vendidos de forma irregular


A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) poderá bloquear os celulares que não tenham certificação. A proposta apresentada pela área técnica da Anatel já foi aprovada em reunião administrativa da agência, mas deve passar pelo Conselho Diretor e ainda pode sofrer mudanças.

Segundo a Anatel, serão bloqueados os celulares que não tenham certificação da agência e Imei válidos. O Imei é uma sequência de números que identifica o celular internacionalmente e são listados no banco de dados da GSMA, organismo internacional que reúne as empresas de telefonia móvel.

Ele equivale ao número do chassi dos carros. Os aparelhos sujeitos ao bloqueio são principalmente os vendidos irregularmente no mercado nacional.

Antes de bloquear os celulares, as operadoras deverão avisar os clientes que têm aparelhos não regularizados e, somente, após 75 dias poderão bloqueá-los. A previsão é de que as empresas comecem a mandar mensagens com avisos para os usuários a partir do dia 30 de julho, mas pode haver um adiamento no início da implantação do sistema.

O projeto do bloqueio de celulares e sua forma de implantação vem sendo estudados pela Anatel em conjunto com as operadoras de telefonia móvel e a Associação Brasileira da Indústria Eletro e Eletrônica (Abinee).


Mesmo com crise, brasileiros estão pagando cargas tributárias altíssimas


Os trabalhadores brasileiros passam em média 153 dias trabalhando para pagar impostos, colocando o país no mesmo patamar dos norte americanos, onde o cidadão recebe do Estado, saúde, educação, segurança e infraestrutura de qualidade. Ou seja, entrega ao governo parte de sua renda, mas sabe que não vai precisar se preocupar com as despesas mais básicas.


No entanto, a realidade brasileira diverge bastante dos países de primeiro mundo. Aqui entrega-se 33,4%, entre obrigações federais, estaduais e municipais, mas ainda é preciso gastar com saúde, educação, pedir a Deus para conseguir retornar aos nossos lares em segurança, além de penar com as péssimas condições de infraestrutura. Entre os 30 países com a maior carga tributária do mundo, o Brasil é o que possui o pior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), segundo dados do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT). “Não acredito em uma redução na carga tributária, precisamos cobrar que o país gaste melhor”, avalia o especialista em Direito Tributário, Daniel Castillo, membro da Associação de Jovens Empreendedores (AJE), que promove entre 20 e 27 o Feirão do Imposto.

Como se fosse pouco, além de o brasileiro penar com uma carga de tributos em padrões nórdicos, o modelo ainda é injusto – incide sobre o consumo e pesa mais sobre quem ganha menos – e complexo. Difícil de entender e de pagar. No ano passado, os empreendedores do país gastaram 2,6 mil horas para ficar em dia com as obrigações fiscais. Neste caso, não há paralelo no mundo, afirma Daniel Castillo. Temos obrigações federais, estaduais e municipais. Cada um dos 5,2 mil municípios tem a sua regra para o ISS, cada uma das 27 unidades da Federação tem regras próprias para cobrança do ICMS. Se uma empresa opera em dois, precisa se adequar a cada um deles.

O Feirão do Imposto é uma ótima oportunidade para que os cidadãos percebam o peso que os tributos tem nos produtos utilizados no dia a dia. Além de um stand montado no Shopping da Bahia, entre os dias 20 e 27, iniciativa vai permitir que consumidores adquiram produtos com descontos proporcionais à tributação que é aplicada sobre os produtos fornecidos por empresas participantes. No caso da gasolina, uma rede vai fornecer 5 mil litros, no dia 22, sem a carga tributária de 56,09%. Mas os impostos pesam, e muito, em produtos como óculos 44%, bolsas de praia (quase 40%), de 32% em um jantar fora de casa.
Feirão tem descontos de até 56%

O Feirão do Imposto é uma ótima oportunidade para que os cidadãos percebam o peso que os tributos tem nos produtos utilizados no dia a dia. Além de um stand montado no Shopping da Bahia, entre os dias 20 e 27, iniciativa vai permitir que consumidores adquiram produtos com descontos proporcionais à tributação que é aplicada sobre os produtos fornecidos por empresas participantes. No caso da gasolina, uma rede vai fornecer 5 mil litros, no dia 22, sem a carga tributária de 56,09%. Mas os impostos pesam, e muito, em produtos como óculos 44%, bolsas de praia (quase 40%), de 32% em um jantar fora de casa.


Bahiagás deverá investir R$ 75 milhões em 2017


A Bahiagás, concessionária dos serviços de distribuição do gás natural na Bahia, espera investir até o final deste ano, aproximadamente, R$ 75 milhões para a ampliação do uso do produto no estado, tanto em residências quanto em indústrias e empresas comerciais, além do uso como combustível automotivo.  A ideia é ampliar em mais de 10.605 usuários a rede atual de 45 mil clientes, conforme dados divulgados agora em abril no relatório de administração da companhia.

De acordo com o documento, com a expansão das atividades da empresa, a Bahia tornou-se uma dos estados líderes do país no uso do produto canalizado em residências, ficando agora atrás apenas do eixo Rio-São Paulo. Só de clientes residenciais, já são 44 mil unidades baianas.

As demonstrações financeiras da companhia que constam no relatório revelam ainda que o lucro líquido da Bahiagás no ano passado foi de R$ 130,7 milhões, um aumento de 9,28% em relação ano anterior –  número considerado relevante diante dos níveis ainda tímidos de investimentos imobiliários e novos empreendimentos comerciais e industriais, por conta da crise no país.

A companhia, entretanto, aposta no mercado em expansão, sobretudo no interior, com planos de investimentos de R$ 808 milhões, até 2021, com a implantação de 662 quilômetros de rede de distribuição. A meta é atingir até 2021 a marca de 118 mil usuários ligados a 1.522 quilômetros de rede construída.

O principal projeto previsto para o período é o Gasoduto  Sudoeste, duto de distribuição que vai atender à região, sobretudo nos setores de mineração, além do industrial, comercial e automotivo.

Com investimento estimado em R$ 505 milhões e 306 quilômetros de extensão, o duto interligará as cidades de Itajibá e Brumado, abrangendo 13 municípios da região e consolidando-se como o maior duto de distribuição de gás natural do Nordeste. Trata-se do “empreendimento de maior envergadura da história da Bahiagás”, frisa o relatório de administração.

Somente em 2016, a companhia investiu R$ 8 milhões no projeto, representando 14% dos investimentos totais do ano passado (R$ 56 milhões), quando a companhia atingiu 87% dos valores previstos. No ano passado, foram 6.724 novos clientes com ampliação da malha de dutos em 44 quilômetros.

A expansão em Salvador foi da ordem de R$ 13,5 milhões, com 21 km de rede construída.  A companhia também investiu mais em Feira de Santana, fechando o ano com mil clientes ligados à rede.  No segmento industrial foi investido R$ 1,7 milhão.

 


Petrobras anuncia redução no preço do gás para comércio e indústrias


A Empresa de Petróleo Brasileiro (Petrobras) anunciou nesta quinta (6) a redução do preço do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) vendido em botijões maiores do que 13 Kg a granel. A medida beneficia principalmente consumidores comerciais e industriais. A economia será de 4%, com vigência a partir do próximo sábado (8), no entanto, não haverá mudança no preço do GLP vendido em botijões de 13 quilos, que sofreu reajuste de 9,8% no dia 21 de março.

A decisão interrompe um movimento de alta no preço do combustível durante 2016, quando a estatal promoveu dois aumentos. “É prematuro prever qual o impacto para o consumidor, pois não sabemos ainda qual será o percentual de reajuste para cada ponto de entrega”, afirmou Sérgio Bandeira de Mello, presidente do Sindicato das Empresas Distribuidoras de GLP (Sindigás).

De acordo com Sergio o mercado é livre e a composição final dos preços depende das políticas de cada empresa. Desde 2002, a Petrobras pratica preços diferentes para o GLP dependendo do uso final, como política para controlar a inflação. O preço do gás em botijão de 13 quilos ficou congelado até setembro de 2015, quando foi reajustado em 15%. Já o produto voltado para consumidores industriais teve mais reajustes.

O Sindigás vê sinais de que a estatal está trabalhando para reduzir a diferença de preços entre os dois produtos. “Esperamos que seja o fim dos preços artificiais”, afirmou o presidente da entidade. Segundo ele, porém, mesmo com a redução anunciada nesta quinta, o preço do GLP para uso industrial permanece cerca de 85% superior à cotação do Golfo do México.

 

 


Pescados serão vendidos com descontos de até 38% na Semana Santa


Mais uma edição do Santo Pescado vai acontecer nos dias 11 e 12 de abril, ofertando peixes e mariscos com descontos de até 38%. Promovido pela Bahia Pesca – empresa vinculada à Secretaria de Agricultura, o evento reune no Terminal Pesqueiro da Ribeira entidades de pescadores e piscicultores que venderão peixes e frutos do mar a preços mais em conta, às vesperas da Semana Santa. Na terça-feira (11) o evento será realizado das 8h às 17h. Já na quarta-feira a comercialização acontece apenas pela manhã, das 8h às 12h.

Segundo o órgão, o evento ajuda a equilibrar a relação entre oferta e demanda na Semana Santa, quando aumenta a procura por peixes em Salvador.“A demanda nesta época do ano cresce cerca de 30%, provocando o encarecimento dos produtos. Com o Santo Pescado nós atendemos tanto a demanda dos consumidores por pescados mais baratos quanto a dos pescadores que ganham em volume de comercialização”, explica o presidente da Bahia Pesca, Dernival Oliveira Júnior.

Alguns dos produtos que serão comercializados no Santo Pescado 2017 têm descontos de 38% em relação ao praticado, em média, nas feiras e mercados de Salvador. O filé de camarão, por exemplo, será vendido a 25 reais o quilo, assim como o catado de ostra. O mesmo desconto tem a sardinha, produto mais barato do evento, que será vendida a cinco reais o quilo; e a cavala, vendida a R$ 22/kg.

Variedade de pescados

Outros produtos que serão comercializados são o catado de caranguejo, a R$ 35/kg (desconto de 13% em relação ao preço de referência); catado de siri a R$ 30/kg (desconto de 25%), filé de tilápia a R$ 28/kg (- 30%), vermelho a R$ 23/kg (-23%), beijupirá a R$ 20/kg (-33%) e arraia a R$ 12/kg (- 20%).