Petrobras anuncia redução de 2,3% no preço da gasolina e de 5,8% no do diesel


A Petrobras anunciou na última quarta-feira (14), uma redução no preço do combustível nas refinarias, caindo em média para 2,3% o preço da gasolina e em 5,8% no valor do diesel. Os novos preços começaram a ser aplicados já a partir das 0h desta quina-feira (15).

De acordo com a estatal, a decisão reflete as variações recentes nos preços internacionais do petróleo que, depois de flutuar ao redor de US$ 50 por barril, registrou queda sucessiva estando abaixo de US$ 46 por barril atualmente. Vale salientar que, na troca, depois de uma desvalorização “significativa” na moeda brasileira em relação ao dólar, o valor da moeda americana tem oscilado em torno de R$ 3,30.

Se o ajuste anunciado hoje for integralmente repassado pelas refinarias e não houver alterações nas demais parcelas que compõem o preço ao consumidor final, o diesel pode cair 3,5%, ou cerca de R$ 0,11 por litro, em média, e a gasolina, 0,9% ou R$ 0,03 por litro, em média.

O Grupo Executivo de Mercado e Preços (GEMP) da Petrobras decidiu revisar os preços dos combustíveis em períodos mais curtos, que hoje é realizado mensalmente, sem alterar a regra de formação dos valores da atual política.

O comitê reiterou que, “como já observado nos dois últimos movimentos de preços, que os reajustes em períodos aproximados de 30 dias não têm sido suficientes para refletir as volatilidades” de preços internacionais de derivados e câmbio entre as datas dos reajustes.

Em oportunidade anterior, o presidente da Petrobras, Pedro Parente, já havia dito que a companhia analisava a possibilidade de aumentar a frequência de reajustes de preços dos combustíveis. Ele já tinha adiantado que a decisão estava relacionada à volatilidade do preço do petróleo e, principalmente, do câmbio.

Conforme o comunicado da estatal, os novos preços continuam com uma margem positiva em relação à paridade internacional, segundo o princípio da política anunciada, e estão alinhados com os objetivos do plano de negócios 2017-2021.

Como a lei brasileira garante liberdade de preços no mercado de combustíveis e derivados, as revisões feitas pela Petrobras nas refinarias podem ou não se refletir no preço final ao consumidor. Isso depende de repasses feitos por outros integrantes da cadeia de combustíveis, especialmente distribuidoras e postos revendedores.


Economia: Especialistas dão dicas de onde investir em tempos de crise


O atual cenário de incerteza política e econômica tem se refletido diretamente na instabilidade da bolsa de valores bem como na cotação do dólar. Há ainda por parte dos brasileiros um temor de que a inflação volte a crescer. Diante disso, trabalhadores e investidores estão preocupados e se perguntam o que fazer para proteger suas economias e impulsionarem seus ganhos.

Para o educador financeiro do portal Jornada do Dinheiro, Vitor Hernandes, o comportamento do investidor vai depender do seu perfil. “Se ele for um investidor que pensa a longo prazo e que tem bons investimentos, essa desvalorização que o mercado sofreu não será ruim para ele. Ele deve continuar comprando um pouco todo mês”, pontua Hernandes.

Na avaliação dele, esse pode ser um bom momento para adquirir ações de boas empresas, por um preço mais barato. “Como se fosse uma queima de estoque em uma loja que você gosta”, compara.

A mesma opinião é compartilhada pelo educador financeiro Antônio de Júlio. Segundo ele, muitas pessoas estão aproveitando a chamada “liquidação do mercado financeiro” para estocar ações. “Costumo usar aquele velho ditado que diz que depois da tempestade vem a bonança e esses investidores sabem que uma hora a crise vai passar”, diz.

Já o investidor com o perfil mais especulativo precisa tomar mais cuidado. “É recomendado que neste momento ele já tenha um estoque. Se os investimentos forem para o lado de uma forte desvalorização, ele precisa estar atento para vender antes de ter perdas maiores”, alerta Hernandes.

O engenheiro Hamilton Silva (nome fictício ), 32 anos, optou por quatro modalidades de investimento para fazer o seu dinheiro render. Precavido, ele distribuiu o montante em LCIs,  LCAs, CDBs e Tesouro direto. “Fiz essas escolhas porque são investimentos de renda fixa e com baixo risco”,  disse ele.

Ele recomenda que o investimento seja feito sempre, desde que se tenha uma meta ou objetivo. O engenheiro afirmou ainda que antes de decidir quais investimentos seriam feitos, ele realizou uma ampla pesquisa na internet para descobrir quais as melhores opções.

O entrevistado pediu que não tivesse a identidade revelada por temer que isso o prejudicasse em uma possível promoção ou recebimento de aumento salarial na empresa em que trabalha atualmente.

Informação

O advogado e especialista em Educação Financeira Rodrigo Azevedo destaca a importância de buscar informação antes de decidir onde aplicar o dinheiro. “Nunca é bom acreditar na primeira palavra do gerente do banco porque ele vai oferecer o que é melhor para a instituição e não para o cliente”, ressalta.

Azevedo diz ainda que antes de investir é necessário se educar  financeiramente. “Precisamos moldar nosso comportamento e não gastar com o que não é necessário”.

O doutor em Educação Financeira Reinaldo Domingos acredita que a solução para gerar receita  pode estar mais perto do que se imagina. Domingos recomenda que se faça uma varredura em   casa e separe tudo aquilo que está apenas ocupando espaço.

“A primeira  orientação para aqueles que querem fazer dinheiro no mercado de investimento é desapegar daquilo que não usa há anos. Cada  objeto parado em casa é dinheiro que está sendo perdido”, afirmou.

O educador destaca ainda que o melhor investimento que pode ser feito é a redução dos gastos pessoais. Para isso, ele recomenda que se estabeleça um diálogo franco entre os familiares e se chegue a um consenso sobre onde é possível economizar. “Em suma, o desapego e o controle no consumo pode ser a grande proteção do dinheiro”, finalizou.

Prazo 

Já o educador financeiro Antônio de Júlio coloca como ponto fundamental para definir onde  investir o prazo que se pretende sacar aquele dinheiro. Para quem tem pressa, ele recomenda os fundos de investimento em renda fixa, cuja remuneração – ou sua forma de cálculo – é conhecida no momento da aplicação.

Quem pode esperar, o mais indicado é buscar o investimento de renda variável, no qual  a rentabilidade geralmente é maior. “Se a pessoa pode esperar, ela pode buscar uma opção mais ousada”, explica.

Iniciantes

Para quem está começando a investir, o educador financeiro Vitor Hernandes recomenda a aplicação no Tesouro Selic. “Não tem risco de prejuízo para quem precisa regatar antes do prazo porque valoriza um pouquinho todos os dias”. Outras opções são investimentos em renda fixa, como CDB e LCI.

“Não me vejo sem uma reserva”

Desde que começou a trabalhar com carteira assinada, em 2012, a jornalista Luana Marinho, 27  anos, faz questão de guardar parte do que ganha. Adepta da poupança, Luana não enxerga a vida sem essa reserva financeira. “Ter uma poupança é um conselho que dou para todos porque nunca se sabe quando surgirá um momento de dificuldade”.

Ela explica que aprendeu a economizar com os pais e, desde que iniciou seu pé-de-meia, nunca teve um objetivo específico. A poupança, por sua vez, lhe foi bastante útil quando surgiu uma oportunidade de se qualificar profissionalmente. “Há dois anos, comecei uma pós-graduação na UFBA e as mensalidades custavam R$ 500. Com o dinheiro guardado pude fazer a especialização sem comprometer o meu orçamento”, relembrou.

No cenário de crise e incertezas políticas, Luana acredita que fazer um investimento se torna ainda mais importante, sobretudo em função da tramitação das reformas trabalhista e previdenciária. “A aposentadoria, geralmente, prejudica o cidadão, porque ele não se aposenta com o salário integral. Daí, espero, quando me aposentar, ter uma reserva razoável”.

A jornalista conta que não pretende mudar o tipo de investimento. “Já me ofereceram outras opções, mas a poupança tem as vantagens de não precisar declarar e de poder sacar o dinheiro quando quiser”, disse. E completou: “os bancos ainda estão facilitando. Pelo aplicativo do Banco do Brasil, por exemplo, você pode gerenciar a poupança e dividir o valor, mantendo uma variação flutuante e outra para um objetivo específico, tipo comprar um carro”.

O advogado e educador financeiro Rodrigo Azevedo lembra que em períodos de alta inflação a poupança sempre perde. “Por mais que o montante na conta aumente, o poder de compra desse dinheiro diminui”, contou. Segundo Azevedo, existem outras opções tão seguras quanto a poupança e que podem trazer melhores resultados. “O Tesouro Direto tem uma infinidade de títulos diferentes. Existe ainda o mercado de ações e opções como LCI e LCA”.

O  presidente do Conselho Regional de Economia da Bahia (Corecon-BA), Gustavo Pessoti, defende que a caderneta de poupança está voltando a ser um investimento interessante. “Como as taxas de juros estão baixando, várias aplicações que estavam rendendo mais acabam se aproximando do rendimento da poupança”, defende. Pessoti reforça que as aplicações em renda fixa continuam sendo boas porque não há perdas.


Anatel poderá bloquear celulares vendidos de forma irregular


A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) poderá bloquear os celulares que não tenham certificação. A proposta apresentada pela área técnica da Anatel já foi aprovada em reunião administrativa da agência, mas deve passar pelo Conselho Diretor e ainda pode sofrer mudanças.

Segundo a Anatel, serão bloqueados os celulares que não tenham certificação da agência e Imei válidos. O Imei é uma sequência de números que identifica o celular internacionalmente e são listados no banco de dados da GSMA, organismo internacional que reúne as empresas de telefonia móvel.

Ele equivale ao número do chassi dos carros. Os aparelhos sujeitos ao bloqueio são principalmente os vendidos irregularmente no mercado nacional.

Antes de bloquear os celulares, as operadoras deverão avisar os clientes que têm aparelhos não regularizados e, somente, após 75 dias poderão bloqueá-los. A previsão é de que as empresas comecem a mandar mensagens com avisos para os usuários a partir do dia 30 de julho, mas pode haver um adiamento no início da implantação do sistema.

O projeto do bloqueio de celulares e sua forma de implantação vem sendo estudados pela Anatel em conjunto com as operadoras de telefonia móvel e a Associação Brasileira da Indústria Eletro e Eletrônica (Abinee).


Mesmo com crise, brasileiros estão pagando cargas tributárias altíssimas


Os trabalhadores brasileiros passam em média 153 dias trabalhando para pagar impostos, colocando o país no mesmo patamar dos norte americanos, onde o cidadão recebe do Estado, saúde, educação, segurança e infraestrutura de qualidade. Ou seja, entrega ao governo parte de sua renda, mas sabe que não vai precisar se preocupar com as despesas mais básicas.


No entanto, a realidade brasileira diverge bastante dos países de primeiro mundo. Aqui entrega-se 33,4%, entre obrigações federais, estaduais e municipais, mas ainda é preciso gastar com saúde, educação, pedir a Deus para conseguir retornar aos nossos lares em segurança, além de penar com as péssimas condições de infraestrutura. Entre os 30 países com a maior carga tributária do mundo, o Brasil é o que possui o pior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), segundo dados do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT). “Não acredito em uma redução na carga tributária, precisamos cobrar que o país gaste melhor”, avalia o especialista em Direito Tributário, Daniel Castillo, membro da Associação de Jovens Empreendedores (AJE), que promove entre 20 e 27 o Feirão do Imposto.

Como se fosse pouco, além de o brasileiro penar com uma carga de tributos em padrões nórdicos, o modelo ainda é injusto – incide sobre o consumo e pesa mais sobre quem ganha menos – e complexo. Difícil de entender e de pagar. No ano passado, os empreendedores do país gastaram 2,6 mil horas para ficar em dia com as obrigações fiscais. Neste caso, não há paralelo no mundo, afirma Daniel Castillo. Temos obrigações federais, estaduais e municipais. Cada um dos 5,2 mil municípios tem a sua regra para o ISS, cada uma das 27 unidades da Federação tem regras próprias para cobrança do ICMS. Se uma empresa opera em dois, precisa se adequar a cada um deles.

O Feirão do Imposto é uma ótima oportunidade para que os cidadãos percebam o peso que os tributos tem nos produtos utilizados no dia a dia. Além de um stand montado no Shopping da Bahia, entre os dias 20 e 27, iniciativa vai permitir que consumidores adquiram produtos com descontos proporcionais à tributação que é aplicada sobre os produtos fornecidos por empresas participantes. No caso da gasolina, uma rede vai fornecer 5 mil litros, no dia 22, sem a carga tributária de 56,09%. Mas os impostos pesam, e muito, em produtos como óculos 44%, bolsas de praia (quase 40%), de 32% em um jantar fora de casa.
Feirão tem descontos de até 56%

O Feirão do Imposto é uma ótima oportunidade para que os cidadãos percebam o peso que os tributos tem nos produtos utilizados no dia a dia. Além de um stand montado no Shopping da Bahia, entre os dias 20 e 27, iniciativa vai permitir que consumidores adquiram produtos com descontos proporcionais à tributação que é aplicada sobre os produtos fornecidos por empresas participantes. No caso da gasolina, uma rede vai fornecer 5 mil litros, no dia 22, sem a carga tributária de 56,09%. Mas os impostos pesam, e muito, em produtos como óculos 44%, bolsas de praia (quase 40%), de 32% em um jantar fora de casa.


Bahiagás deverá investir R$ 75 milhões em 2017


A Bahiagás, concessionária dos serviços de distribuição do gás natural na Bahia, espera investir até o final deste ano, aproximadamente, R$ 75 milhões para a ampliação do uso do produto no estado, tanto em residências quanto em indústrias e empresas comerciais, além do uso como combustível automotivo.  A ideia é ampliar em mais de 10.605 usuários a rede atual de 45 mil clientes, conforme dados divulgados agora em abril no relatório de administração da companhia.

De acordo com o documento, com a expansão das atividades da empresa, a Bahia tornou-se uma dos estados líderes do país no uso do produto canalizado em residências, ficando agora atrás apenas do eixo Rio-São Paulo. Só de clientes residenciais, já são 44 mil unidades baianas.

As demonstrações financeiras da companhia que constam no relatório revelam ainda que o lucro líquido da Bahiagás no ano passado foi de R$ 130,7 milhões, um aumento de 9,28% em relação ano anterior –  número considerado relevante diante dos níveis ainda tímidos de investimentos imobiliários e novos empreendimentos comerciais e industriais, por conta da crise no país.

A companhia, entretanto, aposta no mercado em expansão, sobretudo no interior, com planos de investimentos de R$ 808 milhões, até 2021, com a implantação de 662 quilômetros de rede de distribuição. A meta é atingir até 2021 a marca de 118 mil usuários ligados a 1.522 quilômetros de rede construída.

O principal projeto previsto para o período é o Gasoduto  Sudoeste, duto de distribuição que vai atender à região, sobretudo nos setores de mineração, além do industrial, comercial e automotivo.

Com investimento estimado em R$ 505 milhões e 306 quilômetros de extensão, o duto interligará as cidades de Itajibá e Brumado, abrangendo 13 municípios da região e consolidando-se como o maior duto de distribuição de gás natural do Nordeste. Trata-se do “empreendimento de maior envergadura da história da Bahiagás”, frisa o relatório de administração.

Somente em 2016, a companhia investiu R$ 8 milhões no projeto, representando 14% dos investimentos totais do ano passado (R$ 56 milhões), quando a companhia atingiu 87% dos valores previstos. No ano passado, foram 6.724 novos clientes com ampliação da malha de dutos em 44 quilômetros.

A expansão em Salvador foi da ordem de R$ 13,5 milhões, com 21 km de rede construída.  A companhia também investiu mais em Feira de Santana, fechando o ano com mil clientes ligados à rede.  No segmento industrial foi investido R$ 1,7 milhão.