Lula é condenado a 9 anos e seis meses de prisão

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de 71 anos, acaba de ser condenado a nove anos e seis meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, de acordo com as informações do Estadão. A condenação ordenada peo juiz federal Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal, em Curitiba, é a primeira … Leia Mais


Após muita confusão, Senado aprova reforma trabalhista de Temer

Depois de mais de sete horas de suspensão, o Senado Federal aprovou na noite desta terça-feira (11) por 50 votos contra 26 a reforma trabalhista, proposta do governo que altera a CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas) em mais de cem pontos.   A aprovação se deu em relação ao texto-base. Ainda haverá votação nesta terça … Leia Mais


Sem caviar: Geddel chora ao ouvir que continuará preso

Em audiência de custódia, realizada nesta quinta-feira (06), o ex-ministro Geddel Vieira Lima chorou após ouvir do juiz Vallisney de Souza Oliveira, titular da 10ª Vara da Justiça Federal do Distrito Federal, que irá permanecer encarcerado por tempo indeterminado. Vallisney afirmou que irá analisar o pedido de soltura na próxima semana. Os advogados solicitaram a … Leia Mais


Com audiência de custódia Geddel pode ser solto nesta quinta-feira (6)

Nesta quinta-feira (6), ex-ministro Geddel Vieira Lima ficará frente à frente com o juiz Vallisney de Souza Oliveira, titular da 10ª Vara da Justiça Federal do Distrito Federal, em sua audiência de custódia. O juiz pode soltá-lo, escolher uma cautelar diversa da prisão, como tornozeleira ou prisão domiciliar, ou mantê-lo na Papuda. Para o Ministério Público, Geddel … Leia Mais


Presidente vê prisão de Geddel como pressão aos deputados


O Palácio do Planalto atribuiu a prisão do ex-ministro Geddel Vieira Lima -um dos homens mais próximos ao presidente Michel Temer- à tentativa do Ministério Público de “criar fatos” para aumentar a pressão sobre os deputados, que terão de aceitar ou não a denúncia contra o presidente.

De acordo com um auxiliar presidencial, a prisão de Geddel já estava “precificada” com o mercado e não chegou a ser uma surpresa. O próprio ex-ministro já acreditava que isso poderia acontecer, tanto que tentou evitar a prisão entregando seu passaporte e abrindo seus sigilos fiscal e telefônico ao STF.

“É uma estratégia de pegar pessoas próximas ao governo. Estão tentando criar fatos para alimentar essa pressão em cima dos deputados”, disse uma fonte.

Ainda nesta semana, começa o processo para analisar a aceitação ou não da denúncia contra Temer pela Câmara dos Deputados. O governo teme que a prisão de Geddel possa ser só o começo da pressão sobre os deputados.

Nos últimos meses, Temer viu, além de Geddel – um de seus amigos mais próximos-, o ex-ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, também um dos nomes de sua confiança, serem presos. Moreira Franco, ministro da Secretaria-Geral da Presidência, e Eliseu Padilha, da Casa Civil, os homens fortes do Planalto, também estão sendo investigados na Lava Jato.

Entre seus ex-assessores especiais, o ex-deputado federal Rodrigo Rocha Loures está em prisão domiciliar por ter negociado e recebido propina da empresa JBS, enquanto Tadeu Filipeli também foi preso por ter recebido propina nas obras da Copa do Mundo em Brasília.

Apesar da base ampla que possui, teoricamente, na Câmara, o governo ainda não tem garantia total de votos e incrementou a negociação com parlamentares para tentar que o relatório na Comissão de Constituição e Justiça já seja contrário ao recebimento da denúncia.

Por Lisandra Paraguassu


Geddel Vieira Lima é preso pela Polícia Federal.


O ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB) acaba de ser preso pela Polícia Federal. A prisão ocorreu na Bahia.

Geddel foi preso devido a denúncia do ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero, que o acusou de tê-lo pressionado a produzir um parecer técnico para favorecer seus interesses pessoais, em novembro do ano passado

Calero disse, à época, que o articulador político do governo Temer o procurou pelo menos cinco vezes — por telefone e pessoalmente— para que o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), órgão subordinado à Cultura, aprovasse o projeto imobiliário La Vue nos arredores de uma área tombada em Salvador, base de Geddel.


Otto volta a defender saída de Michel Temer; “Ele deve ser tirado independente de quem vá assumir”


O senador baiano Otto Alencar (PSD) voltou a defender, na manhã desta segunda-feira (3), a saída do presidente Michel Temer (PMDB) do comando brasileiro. Otto é a favor de novas eleições diretas.

“Assim como foi dado o exemplo de Collor, Temer deve ser tirado independente de quem vá assumir. O exemplo é que fica. A juventude, a população, se encaminham mais pelo exemplo do que pela palavra. Se Rodrigo Maia não vai cometer os mesmos erros que Temer, é o que importa. Delação quem não tem? O que quero é solução para o meu país. Tem que punir quem está errado”, disse o senador, em entrevista à rádio Metrópole.

Alencar também reafirmou que não possui cargos no Governo Federal. “O que eu tinha dei para Geddel, que indicou até o motorista. Kassab me ofereceu a vice-presidência dos Correios”, revelou.

Otto ainda prosseguiu acrescentando que Temer tentou ganhar seu voto a favor do impeachment de Dilma Rousseff com um projeto de recuperação do Rio São Francisco. “Mas votei contra o impeachment e acabou o Velho Chico. É muito difícil mudar a minha posição. Achou que iria me conquistar com cargo”, comentou.


Com resistência de Rui Costa, oposição deve votar a favor da PEC dos prefeitos


Com a recente apresentação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que autoriza o Estado a transferir recursos provenientes de emendas parlamentares a municípios inadimplentes, o presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, Angelo Coronel (PSD), deverá encontrar resistência de alguns parlamentares no processo de aprovação.

A deputada Maria Del Carmem (PT) disse não ser contra à proposta, mas que precisa ser debatida mais. De acordo com a petista, o projeto precisa ser reajustado, com critérios para liberação dos recursos.

“É um debate que precisa fazer com mais profundidade. Não pode ser algo tão superficial. Porque é uma forma de pressionar o município a organizar as contas. Claro que vivemos um momento difícil, mas agora depende de como é essa inadimplência”, avalia.

A PEC é vista com preocupação pelo governador Rui Costa (PT) do ponto de vista financeiro. Por outro lado, é uma pressão do Legislativo para que o Executivo cumpra as emendas impositivas, prometidas para o final de julho pelo governador.

Já o líder da oposição, Leur Lomando Jr. (PMDB), se disse a favor de propostas que venham destravar o acesso dos municípios aos recursos públicos. No entanto, o parlamentar afirmou que a bancada de oposição não discutiu o tema ainda.

“Como a PEC foi apresentada no último dia da legislatura, não levamos o assunto na reunião da bancada. Não foi tomada nenhuma posição. Vamos esperar o retorno do recesso para reunir a bancada. Não quero entrar na discussão legal, mas particularmente, qualquer medida que possa facilitar o encaminhamento dos recursos para os municípios, respeitando a legislação, é bem-vinda”, defendeu, mas precisamos respeitar as leis.


Lula lidera, e 2º lugar tem empate de Bolsonaro e Marina, aponta Datafolha


Pesquisa realizada pelo Datafolha sobre intenções de voto para a disputa presidencial de 2018 apontam que o ex-presidente Lula (PT) manteve a liderança, com 29% a 30% das intenções de voto, seguido por Marina Silva (Rede) e Jair Bolsonaro (PSC).
O deputado federal registra tendência de alta. Tinha 8% em dezembro de 2016, passou a 14% em abril e agora aparece com 16%, sempre no cenário em que o candidato do PSDB é o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.
O tucano, por sua vez, oscilou positivamente em simulações de primeiro e segundo turnos, mas a sua rejeição cresceu para 34%, atrás apenas da de Lula.
O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa (sem partido), aparece com 11%, em quarto.
Nos cenários testados para eventual segundo turno, Lula ganha de Bolsonaro e dos tucanos Alckmin ou João Doria, prefeito de São Paulo.
O petista empata com Marina e com o juiz Sergio Moro (sem partido) na margem de erro, de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Marina vence Bolsonaro, e Ciro Gomes (PDT) empata com Alckmin e com Doria.
CENÁRIOS
Acusado na Lava Jato de corrupção e organização criminosa, entre outros crimes, o que ele nega, Lula vence em todos os cenários de primeiro turno simulados.
Quando disputa com Alckmin, o petista fica com 30%, e o tucano, com 8%, em terceiro. Embolados em segundo aparecem Bolsonaro, com 16%, e Marina, com 15%.
O cenário com Doria é similar: Lula, na dianteira, tem 30%, Marina e Bolsonaro, 15% cada um, e o prefeito, 10%.
Quando incluído, Joaquim Barbosa fica numericamente na quarta posição, à frente de ambos os tucanos, mas em empate técnico.
Em caso de o ex-presidente petista não disputar, o cenário fica mais conturbado.
Marina lidera (22%), mas com vantagem mais estreita do segundo colocado, Bolsonaro (16%). Barbosa fica em terceiro (12% ou 13%).
Se a disputa se der apenas entre nomes não citados na Lava Jato, critério que fortaleceu a especulação em torno de Doria, Marina continua em vantagem. Ela lidera (27%), seguida por Bolsonaro (18%), Doria (14%) e Ciro (12%).
Considerando-se o cenário com Lula e Alckmin, o petista vai melhor no Nordeste (48%), no Norte (39%), entre eleitores com ensino fundamental (39%) e os mais pobres (39%).
Bolsonaro cresce entre homens (22%), jovens de 16 a 24 anos (23%), com ensino médio (21%) e superior (21%) e de renda familiar mensal de cinco a dez salários mínimos (25%). Seu eleitorado é maior no Centro-Oeste (22%).
Alckmin amplia vantagem entre os mais ricos (14%), os com 60 anos ou mais (12%) e no Sudeste (12%). Marina se sair melhor no Norte (18%), entre mulheres (18%), jovens de 16 a 24 (18%) e de ensino médio (17%).
O instituto não incluiu nas sondagens feitas entre os últimos dias 21 e 23 os nomes de Michel Temer (PMDB) e Aécio Neves (PSDB).
REJEIÇÃO E PARTIDOS
Conhecido por 99% dos brasileiros, Lula tem a maior rejeição: 46% dizem que não votariam nele de jeito nenhum. O patamar é similar ao aferido em abril (45%).
Em segundo, Alckmin, acusado por delatores da Odebrecht de ter usado caixa dois, o que ele nega, teve a rejeição aumentada de 28% para os atuais 34%. Ele é conhecido de 87% do eleitorado.
Conhecido por 63%, Bolsonaro, com discurso de ultradireita, é descartado por 30%. Moro, conhecido por 79%, tem rejeição de 22%. E Doria, novato na política eleitoral, é conhecido por 59% e rejeitado por 20%.
Em meio à crise política, o PT atingiu sua maior popularidade desde 2015 e tem a preferência de 18% do eleitorado.
A legenda foi líder isolada em popularidade de 1999 até junho de 2015, quando empatou tecnicamente com o PSDB. À época, os simpatizantes dos petistas eram 11% e do tucanos, 9%. Em dezembro do mesmo ano, o PT continuava a pontuar 11% e o PSDB chegava a 8%.
Depois do impeachment de Dilma Rousseff, a sigla da ex-presidente ainda penava. Em dezembro de 2016, tinha 9%. Voltou a crescer em maio deste ano, quando alcançou 15%.
Hoje, empatados em segundo com 5%, estão PSDB e PMDB. Já PSOL, PV e PDT têm 1% cada. A maioria (59%) dos entrevistados, no entanto, não tem preferência por partido.