Rumor sobre impeachment de Bolsonaro volta a circular nos Poderes, diz coluna

A crise vivida pelo governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) fez a palavra impeachment voltar a circular nos Poderes, segundo a coluna Painel, do jornal Folha de S. Paulo. De acordo com a publicação, o cenário de fraqueza econômica, instabilidade política e aprofundamento das apurações contra o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) – filho do presidente – … Leia Mais


EDUARDO ALENCAR PARABENIZA CAPIM GROSSO PELO 34º ANIVERSÁRIO

Em moção de congratulações a Capim Grosso pela passagem do 34º aniversário de emancipação política e administrativa, o deputado Eduardo Alencar (PSD) parabenizou a população, “desejando progresso e muitas vitórias para esta querida e acolhedora cidade”. O parlamentar enalteceu “a bela cidade”, que “tem sua história fundamentada pela passagem dos Bandeirantes que cruzavam a região … Leia Mais


Juíza dá a Temer até 17h de hoje para se entregar

A juíza federal substituta da 7ª Vara do Rio de Janeiro, Caroline Figueiredo, concedeu ao ex-presidente Michel Temer a possibilidade de se apresentar espontaneamente até às 17h desta quinta-feira, 9. Se até lá o ex-presidente não se entregar, a Polícia Federal vai prendê-lo. “Concedo a oportunidade de se apresentarem espontaneamente à Autoridade Policial Federal mais próxima … Leia Mais



Comissão do Senado aprova empréstimo de R$ 100 milhões para Camaçari

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou nesta terça-feira (23/04) o parecer favorável à Mensagem da Presidência da República 11/2019, que autoriza a Prefeitura de Camaçari a tomar empréstimo junto à Corporação Andina de Fomento, no valor de US$ 80 milhões, com contrapartida de US$ 20 milhões, para investimento no Programa de Integração … Leia Mais


Casa Cheia: Legislativo aprova por unanimidade um Projeto de Lei e sete Indicações na 7ª Sessão Ordinária na Câmara


A 7ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Simões Filho realizada na manhã desta terça-feira (16) apresentou e aprovou por unanimidade um Projeto de Lei, de autoria do Executivo, e sete Indicações de vereadores.

Durante a sétima Sessão foi aprovada em única discussão e votação, o Projeto de Lei n° 004/2019, de autoria do Executivo, que visa dispor de benefícios eventuais no âmbito da política pública de Assistência Social.

Indicações

A indicação n° 041/2019, de autoria do vereador Elimário Lima (PSDB), foi a primeira a ser votada e aprovada por unanimidade. Ele solicita ao Executivo que seja feita a reconstrução de alvenaria e construção da praça do final de linha de Santa Luzia.

O vereador Laécio Valentim (PSB) apresentou a proposição nº 045/2019 aprovada por unanimidade. Ele solicita do Executivo Municipal o reconhecimento e a identificação do Mirante da Ilha de São João, localizado na Copa I, como ponto turístico do município de Simões Filho.

Atendendo as expectativas de um grupo de estudantes de Simões Filho pela votação da indicação nº 050/2019, o vereador Arnoldo Simões (PRB) obteve a aprovação por unanimidade, da proposição de sua autoria. Ele indica ao Executivo instituir o Dia Municipal da Beldade Negra, a ser comemorado, anualmente, na 1ª sexta-feira de Maio.

O vereador Adailton Caçambeiro (PRP) apresentou proposição nº 051/2019 aprovada por unanimidade. Ele solicita do Executivo a criação de um Matadouro Municipal.

A indicação n° 052/2019, de autoria do vereador Manoel Carteiro (PSB), que solicita ao Executivo a pavimentação asfáltica e a construção de Escola, no Bairro Porto Santo, localizado no Centro Industrial de Aratu, foi retirada de pauta por ausência do autor da proposição do plenário.

De autoria do vereador Eri Costa (DEM), foi aprovada por unanimidade a indicação nº 053/2019. O autor da proposição solicita ao Executivo a reforma e iluminação da Praça da Igreja Católica São Miguel.

O vereador Luciano Almeida (MDB) apresentou a indicação nº 054/2019 aprovada por unanimidade pelo legislativo. O autor solicita ao Executivo a implantação do Centro de Zoonoses em Simões Filho.

A indicação nº 055/2019, de autoria do vereador Vel Silva (PRP), aprovada por unanimidade, solicita ao Executivo a pavimentação asfáltica e a construção de galerias de águas pluviais na Travessa Januário Santana, ao lado da Escola Municipal Professora Maria de Jesus Correia, na localidade do Otizeiro, no Bairro de Góes Calmon.

As indicações apresentadas, lidas, discutidas, votadas e aprovadas por unanimidade em Plenário serão encaminhadas ao Executivo para que as providências sejam tomadas no sentido de atender aos pedidos feitos pelos vereadores. “Uma indicação é um documento importante porque, através dela, o parlamentar formaliza um pedido. Geralmente, quando apresentamos uma indicação, estamos atendendo as necessidades dos bairros do município”, explica o presidente da Câmara Municipal, Orlando de Amadeu, que destacou a importância das proposições debatidas e votadas durante a Sessão. Segundo ele, é uma demonstração de que a Câmara mantém um forte ritmo de trabalho, deliberando matérias importantes que repercutem no dia a dia da população de Simões Filho.

Palavra Franqueada

No Expediente, o vereador Arnoldo Simões foi o primeiro a fazer uso da tribuna na Palavra Franqueada. O republicano parabenizou o presidente do Legislativo, Orlando de Amadeu, pela condução à frente dos trabalhos da casa. O edil ressaltou também o êxito do curso de Capelania que ocorreu no último sábado (13), no plenário da Câmara, onde recebeu 150 participantes inscritos. Além disso, parabenizou o grande evento de ‘Domingo de Ramos’ promovido pela Igreja Católica e, evangélico por convicção, destacou o bonito trabalho realizado pelas igrejas em Simões Filho. Por fim, citou o empenho do deputado federal Márcio Marinho (PRB) para ajudar o município, quando viabilizou em Brasília o processo de desbloqueio e andamento da construção dos condomínios do Minha Casa Minha Vida (MCMV) na cidade.

O segundo a falar na tribuna foi o vereador Jailson, popular ‘Jajai’, que parabenizou a equipe de esportes da Secretaria de Esporte, Lazer e Juventude (Sejuv) pelos jogos no último domingo. Na ocasião, o edil destacou também os principais assuntos discutidos na Comissão de Transporte referente a licitação do transporte no município, licitação para contratação de empresa para a implantação de semáforos pela cidade, entre outras demandas. Outro assunto citado pelo parlamentar foi à solução do problema de falta de água no Tanque do Coronel. Antes de finalizar a fala, fez referência à passagem de Semana Santa e desejou boa Páscoa aos presentes.

Em seu pronunciamento, o vereador Del (SD) abordou três assuntos. Primeiramente, parabenizou também a secretária de Esporte, Lazer e Juventude (Sejuv), Sirliane Ribeiro, pela Copa Interbairros, apesar de lembrar da necessidade de reforma das infraestrutura dos campos de futebol. Posteriormente, enalteceu a gestão do prefeito Diógenes Tolentino Oliveira (Dinha) por Simões Filho ter conseguido reduzir a dívida municipal, atingindo a classe B nos indicadores fiscais e de endividamento. Para o parlamentar, esta mudança de categoria viabiliza a obtenção de recursos para o município. Por fim, o edil também mencionou sobre a otimização no andamento das Sessões referente a apreciação, discussão e votação das indicações no plenário.

Em seguida, o líder da oposição, vereador Sandro Moreira (PSL), ressaltou a importância da mudança de horário das Sessões Ordinárias da Câmara, ao destacar a efetiva participação popular no parlamento municipal. Além disso, reconheceu o posicionamento dos vereadores que, quando necessário, reivindicam soluções para os problemas na cidade.

Na sequência, o líder do governo, Manoel Almeida, popular ‘Neco’, manifestou a sua preocupação em relação às condições dos moradores da comunidade de São Raimundo onde será implantado o VLT na localidade. O vereador garantiu levar a demanda ao prefeito Dinha no sentido de buscar alternativas diante de uma possível realocação dos moradores em razão das obras de implantação do sistema de transporte sobre trilhos nas imediações. Em outro momento de sua fala, o edil esclareceu questionamentos referentes aos serviços prestados pela empresa Jotagê no município e a condução do secretário Carlos Neto à frente da Secretaria de Infraestrutura (Seinfra), em resposta aos vereadores Vel Silva e Sandro Moreira.

O último vereador inscrito a falar na tribuna foi o vereador Vel Silva que, de convicção católica, lembrou da caminhada de Ramos no domingo, e classificou o evento como “um verdadeiro mar verde”. Antes de finalizar a fala, o edil desejou aos presentes uma boa Semana Santa, conclamando a todos que o período é dedicado em meditar a palavra de Deus e exercer o perdão.

Assessoria de Comunicação da Câmara Municipal de Simões Filho (Ascom CMSF)


Um Projeto de Lei e 15 Indicações serão apreciados e votados na 7ª Sessão Ordinária da Câmara nesta terça; confira a pauta


Na 7ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Simões Filho marcada para esta terça-feira (16), às 9h, os vereadores terão um projeto de Lei, de autoria do Executivo, além de 15 indicações, de autoria dos respectivos edis, que serão apreciados e votados no plenário do Legislativo.

No expediente, serão deliberados 16 itens. Dentre as propostas que constam na pauta, está a apreciação e votação do Parecer Conjunto das Comissões Permanentes de Justiça e Finanças em única discussão e votação do Projeto de Lei de nº 004/2019 que dispõe sobre os benefícios eventuais no âmbito da política pública de Assistência Social, oriundo do Poder Executivo (Conforme art. 192, do Regimento Interno).

Em seguida, serão apreciadas e votadas às indicações dos vereadores Adailton Caçambeiro (PRP), Arnoldo Simões (PRB), Deni da Metalúrgica (PSD), Elimário Lima (PSDB), Eri Costa (DEM), Everton Paim (PSD), Jailson ‘Jajai’ (PP), Laécio Valentim (PSB), Luciano Almeida (MDB), Manoel Carteiro (PSB), Manoel Almeida ‘Neco’ (PSD) e Cleiton Bolly Bolly (SD), Orlando de Amadeu (PSDB) e Vel Silva (PRP).

Na sequência, após a apreciação e votação das matérias em pauta, os vereadores elencam e discorrem diversos assuntos na tribuna do plenário durante a Palavra Franqueada.

A Sessão Ordinária será às 9h e é aberta ao público que pode acompanhar a Sessão também pela transmissão ao vivo pelo canal da Câmara no Facebook (www.facebook.com/cmsf), pela Rádio Simões Filho FM 87,9 e no Portal do Legislativo acessando o endereço www.camarasimoesfilho.ba.gov.br .

Fonte: Ascom


Após 3 meses, Bolsonaro tem a pior avaliação entre presidentes de 1º mandato


Envolto em contínua crise política e sem assistir a uma melhora na economia, Jair Bolsonaro (PSL) registra a pior avaliação após três meses de governo entre os presidentes eleitos para um primeiro mandato desde a redemocratização de 1985.

Mas 59%, segundo o Datafolha, ainda acreditam que ele fará uma gestão ótima ou boa. O presidente completa cem dias de mandato na próxima quarta-feira (10).

Segundo o instituto, 30% dos brasileiros consideram o governo de Bolsonaro ruim ou péssimo, índice semelhante ao daqueles que consideram ótimo ou bom (32%) ou regular (33%). Não souberam opinar 4% dos entrevistados.

Envolto em contínua crise política e sem assistir a uma melhora na economia, Jair Bolsonaro (PSL) registra a pior avaliação após três meses de governo entre os presidentes eleitos para um primeiro mandato desde a redemocratização de 1985.

Mas 59%, segundo o Datafolha, ainda acreditam que ele fará uma gestão ótima ou boa. O presidente completa cem dias de mandato na próxima quarta-feira (10).

Segundo o instituto, 30% dos brasileiros consideram o governo de Bolsonaro ruim ou péssimo, índice semelhante ao daqueles que consideram ótimo ou bom (32%) ou regular (33%). Não souberam opinar 4% dos entrevistados.

Antecessores de Bolsonaro nas mesmas condições tiveram melhor desempenho. Fernando Collor (então no PRN) era reprovado por 19% em 1990, enquanto Fernando Henrique Cardoso (PSDB) marcava 16% de índices ruim ou péssimo em 1995.

Os petistas Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, alvos frequentes de críticas do atual presidente, eram mal avaliados apenas por 10% e 7% da população ao fim dos primeiros três meses do governo.

Na série histórica, Dilma é quem teve numericamente a melhor avaliação a esta altura do mandato, com 47% de ótimo/bom em 2011.

Não se comparam aqui os primeiros trimestres de presidentes reeleitos, pois suas imagens já passaram pela exposição de todo um governo além dos três meses: Lula se mantinha com uma rejeição confortável (14%), FHC amargava 36% e Dilma já começava a viver o inferno político que a derrubaria do cargo em 2016, com 60% de ruim e péssimo.

Os vices que assumiram desde a redemocratização também não são comparáveis —a aferição de Michel Temer (MDB) não foi feita, enquanto Itamar Franco tinha 11% de ruim/péssimo nesse intervalo.

Antes da posse, 65% esperavam que Bolsonaro fizesse um governo ótimo ou bom, 17%, regular, e 12%, ruim ou péssimo.

Os índices já eram os piores entre os presidentes eleitos para primeiro mandato desde a redemocratização.

Agora, a expectativa é positiva para 59%, mediana para 16% e negativa para 23%.

Nesses primeiros meses, Bolsonaro viveu diversos episódios de desgaste político: a investigação sobre milícias envolvendo o gabinete de seu filho Flávio na Assembleia do Rio, as candidaturas de laranjas de seu partido, os entrechoques entre militares e a ala do governo sob influência do escritor Olavo de Carvalho, a crise no MEC, a troca de farpas com o Congresso e a dificuldade no encaminhamento da reforma da Previdência.

A economia segue em ritmo lento, e a taxa de desemprego subiu em relação ao trimestre passado —está em 12,4%.

Assim, para 61% dos ouvidos, Bolsonaro fez menos do que se esperava no exercício do cargo. Já 13% consideram que ele fez mais, enquanto 22% avaliam que ele fez o que era esperado. Entre os descontentes, a predominam pessoas mais pobres e menos escolarizadas.

A aprovação de Bolsonaro é maior entre os homens (38%) do que entre as mulheres (28%).

O comportamento do presidente, que se envolveu em polêmicas como a divulgação de um vídeo pornográfico para criticar o que seriam abusos nas ruas durante o Carnaval, é avaliado como correto por 27% dos ouvidos.

Já outros 27% acham que Bolsonaro na maioria das vezes se posiciona de forma adequada, mas às vezes não. No lado negativo, 20% pensam que na maioria das vezes o presidente é inadequado, e 23% dizem que ele nunca se comporta como o cargo exige.

Há sinais de alerta para o bolsonarismo em dois grupos que apoiaram consistentemente o então candidato durante a campanha de 2018.

Os que ganham mais de 10 salários mínimos e os que têm curso superior registram numericamente também a maior rejeição ao governo até aqui: 37% e 35%, respectivamente, avaliam a gestão como ruim ou péssima.

Esses grupos também registram a maior aprovação, 41% (empatada tecnicamente com os 43% dos que ganham de 5 a 10 salários mínimos) e 36% de ótimo/bom (empatada tecnicamente com os 33% de quem tem ensino médio), indicando assim uma polarização entre o eleitor mais elitizado.

Os mais pobres (até 2 salários mínimos) são os menos contentes, com 26% de ótimo e bom.

Já o eleitorado evangélico (34% da população) segue mais entusiasmado com o presidente, que é católico, mas foi batizado por um pastor e é fortemente associado ao setor. Acham o governo até aqui ótimo ou bom 42% desse segmento, índice que cai a 27% entre católicos (50% dos brasileiros).

Brancos são os que mais aprovam Bolsonaro (39%), enquanto pretos e pardos são os que mais desaprovam (29% para cada um dois grupos).

Ainda não há uma reversão na divisão geográfica do apoio ao presidente. O Sul, sua principal fortaleza em 2018, deu a maior aprovação a ele neste levantamento: 39% (empatado com os 38% do Centro-Oeste/Norte), contra 22% de desaprovação.

O Nordeste é a região que mais rejeita o governo, com 39% de ruim/péssimo e 24% de ótimo/bom. Também lá existe a menor expectativa positiva: 50%.

Por: Folhapress


“Se eu errar, o PT volta”, diz Bolsonaro em entrevista


Em entrevista exclusiva, o presidente eleito, Jair Bolsonaro, avisa que seus ministros terão carta branca para nomear seus secretários, diretores das delegacias regionais e por aí vai. “O que estou cobrando dos ministros é produtividade”, diz ele, sentado na pequena varanda improvisada na entrada de sua casa, com uma mesa redonda de madeira transformada em cenário para a entrevista à Rede Vida de Televisão, com tempo cronometrado: 15 minutos. “Precisa de terno? Não, né?”, pergunta ele, à vontade com a camisa de manga curta amarela, uma das cores da sua campanha, e calça jeans. A Embaixada do Brasil em Cuba parece estar com os dias contados: “Qual negócio podemos fazer com Cuba?”, pergunta, ao criticar a forma como os profissionais da ilha ficam apenas com parte dos salários do programa Mais Médicos. Antes de começar a gravação, avisa: “Não posso errar, senão o PT volta”.
As críticas, agora, não se restringem ao PT. Ao falar da importância que dará ao Ministério da Defesa, Bolsonaro emenda com uma crítica direta ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. O simples fato de colocar um general de quatro estrelas (Augusto Heleno) para ocupar o posto, diz, dará aos militares garantia de um assento em reunião ministerial: “A criação do Ministério da Defesa foi para tirar os militares da mesa ministerial”, acusa. O presidente eleito garante que as Forças Armadas, “o último obstáculo para o socialismo”, serão chamadas a participar da concepção de políticas públicas e propostas em várias áreas do governo.
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Esta semana ainda, apesar do feriado, Bolsonaro pretende indicar mais um ministro, mas não tem pressa em anunciar todos. Também decidiu não mais juntar as pastas de Meio Ambiente e Agricultura. Porém, isso não significa que colocará na primeira alguém com o perfil de Marina Silva ou Sarney Filho: “Quem vai indicar é o senhor Jair Bolsonaro”.
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Na semana que vem, ele estará em Brasília, a cidade que lhe deu mais de 70% dos votos. Será a primeira vez que virá à capital da República depois da eleição. Vai cuidar da transição e visitar os presidentes dos Três Poderes, mas na quinta-feira retornará ao Rio de Janeiro. Quanto à posse, o mais provável é que desfile em carro fechado, uma vez que decidiu seguir “religiosamente” as determinações dos serviços de inteligência da Polícia Federal, da Abin e do Exército.

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O senhor já disse que quer votar alguma coisa da reforma da Previdência neste ano, mas ouvimos de muitos parlamentares que esse Congresso perdeu a legitimidade para aprovar emenda constitucional, porque a renovação foi de 47%. O que dá para aprovar, se é que dá para aprovar alguma coisa?
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Vou ver o último relatório, analisar o que dá para brigar para que seja votado, ou que podemos tirar. O que eu tenho dito para todo mundo é que alguma coisa tem que ser aprovada. Tem que dar um passo, por menor que seja. Já facilita a vida de quem vai assumir no início do ano que vem.
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A estrutura do seu governo está sendo montada para pelo menos três ministérios fortes. Queria saber sobre a Defesa. O que será agregado de funções novas?
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A intenção da criação do Ministerio da Defesa, no fim do milênio passado, era tirar os militares da mesa ministerial, no governo Fernando Henrique Cardoso. Tirar da mesa porque os militares presentes ali incomodavam os ministros, alguns ministros, de Fernando Henrique Cardoso, que nunca demonstrou qualquer respeito para conosco. Tanto é que nosso sucateamento se agravou muito no governo FHC e continuou em parte no governo Lula. É uma questão de revanchismo, aquilo, até mesmo a criação da comissão de desaparecidos, a Comissão da Verdade. O objetivo de bater nos militares é que, na verdade, nós somos o último obstáculo para o socialismo. Então, é na intenção ideológica o que vinha sendo feito. A mudança agora começa com um general de quatro estrelas à frente dele.
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O senhor ja fechou o número de ministérios? Fica em 15 mesmo?
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No máximo 17, porque talvez Agricultura e Meio Ambiente não se fundam. A gente quer o melhor. Sempre houve uma briga entre esses dois ministérios, com o Meio Ambiente sofrendo pressões de ONGs internacionais, gente de fora. A questão de licenças ambientais. Vai você querer fazer uma pequena central hidrelétrica na sua fazenda, vai levar 10 anos para ter a licença. Isso tem que acabar. Essa briga, essa forma xiita de procedimento por parte do Ministério do Meio Ambiente, tem que deixar de existir. Hoje em dia, parte dos fiscais, não são todos, chega numa propriedade e arranja uma multa para cima do produtor rural. Isso tem que deixar de existir. Uma das ideias seria a fusão, mas como estou vendo que está dando uma certa reação, até mesmo por parte do homem do campo, a tendência é manter os dois ministérios. Mas quem vai indicar o ministro do Meio Ambiente será o senhor Jair Bolsonaro.
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O senhor já disse que haverá mudança na politica externa, para colocar o Itamaraty sem amarras ideológicas. O senhor vai fechar embaixada em Cuba, na Venezuela?
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Olha, respeitosamente, qual o negócio que podemos fazer com Cuba? Vamos falar de direitos humanos? Pega uma senhora que está aí de branco, que veio no programa Mais Médicos. Falei “senhora” porque não sei se ela é médica, não fez programa de revalidação. Pergunta se ela tem filhos. Já perguntei. Tem dois, três, estão em Cuba. Não vêm para cá. Isso para uma mãe, não é mais que uma tortura? Ficar um ano longe dos filhos menores? Quem vem para cá de outros países ganha salário integral. Os cubanos ganham aproximadamente 25% do salário. O resto vai para alimentar a ditadura cubana? Foi acertado há quatro anos, quando Dilma era presidente, que se alguém pedisse exílio seria extraditado. Dá para manter relações diplomáticas com um país que trata os seus dessa maneira? Queremos o Mais Médicos? Podem continuar. Revalida, salário integral e traz a família para cá. Eles topam? Queremos reciprocidade. Embaixada da Venezuela: o embaixador já veio para cá, a embaixada já foi desativada, não temos mais contato. Agora, veio no governo do Michel Temer, porque no governo do PT… Essa decisão teria que ter sido tomada há mais tempo: chamar o embaixador, conversar.
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O senhor anuncia mais algum ministro nesta semana?
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Não tenho pressa. Você não pode anunciar o Zé hoje e amanhã dizer “não é mais você”. Tem que ter plena certeza, porque o que está em jogo é a minha credibilidade e a vida dele. Ele vai falar o que para os amigos, para a família? “Olha, ele me convidou e deu agora um cartão vermelho pra mim”? Talvez essa semana a gente anuncie mais um.
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O senhor vai desfilar em carro aberto na posse?
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Vou seguir religiosamente a orientação das inteligências, Polícia Federal, Abin, Exército. Vou seguir essas orientações aí, porque estou sendo um governo completamente diferente dos outros e desagradando muita gente. Conseguimos entrar na máquina para quebrá-la. E só quebraremos comigo vivo.
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“A intenção da criação do Ministerio da Defesa, no fim do milênio passado, era tirar os militares da mesa ministerial, no governo Fernando Henrique Cardoso. (…) O objetivo de bater nos militares é que, na verdade, nós somos o último obstáculo para o socialismo”
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 Por: Correio Braziliense

Conheça os ministros anunciados por Jair Bolsonaro


Aos poucos, o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) está definindo os nomes que comporão o seu governo. Escolhidos para assumir os ministérios estão Onyx Lorenzoni na Casa Civil, Paulo Guedes na Economia, general Augusto Heleno na Defesa, Marcos Pontes na Ciência e Tecnologia e Sérgio Moro na Justiça. Confira um resumo sobre cada um deles:

Onyx Lorenzoni (Casa Civil) – O médico veterinário foi reeleito deputado federal pelo Rio Grande do Sul em 2018. Em 2016, foi relator do pacote de medidas de combate à corrupção e fez mudanças no texto apresentado no plenário da Câmara, descumprindo acordo com os demais parlamentares, o que gerou diversas críticas a ele. No entanto, ano passado, assumiu ter recebido R$ 100 mil em caixa 2 da JBS para pagar dívidas de campanha de 2014. Na época, Onyx declarou que não tinha como declarar o valor à Justiça Eleitoral.

General Augusto Heleno (Defesa) – Cotado antes das eleições para ser vice de Bolsonaro, o militar estará à frente da pasta da Defesa. Na reserva desde 2011, o general comandou a missão de paz das Nações Unidas no Haiti, atuou na Amazônia e liderou o Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército.

Paulo Guedes (Economia) – O economista carioca irá assumir um superministério, que reúne Fazenda, Planejamento e Indústria e Comércio. Na contramão da ideia de governo de bem-estar social, Guedes defende a menor participação possível do Estado na economia. Ele é formado em Economia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e fez mestrado e doutorado na Universidade de Chicago (EUA). O economista nunca ocupou cargo público e fez fortuna no mercado financeiro.

Sérgio Moro (Justiça) – O juiz federal é conhecido nacionalmente por julgar processos da Operação Lava Jato na 13ª Vara Criminal Federal de Curitiba. Formado em Direito pela Universidade Estadual de Maringá, possui mestrado pela Universidade Federal do Paraná e atua há 22 anos como juiz federal.

Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia) – Aviador, piloto de caça e militar. Mas foi seu trabalho como astronauta que o fez alcançar a fama no Brasil e no mundo. Pontes é o primeiro e único astronauta brasileiro a ir para o espaço. Agora seguirá com a missão de assumir o Ministério da Ciência e Tecnologia.